Militante de longa data sobre a importância do uso da linguagem audiovisual como ferramenta pedagógica na área de educação, o cineasta Luiz Bolognesi espera que a iniciativa das oficinas permanentes possa provocar mudanças no conteúdo do currículo educacional brasileiro. Há sete anos, ele e a cineasta Laís Bodanzky criaram o projeto Tela Brasil que realizava oficinas itinerantes por todo o País. Ao todo, participaram 2 mil jovens de 200 escolas, contando com a realização de 400 curtas-metragens. "De repente, nos demos conta que queríamos ter um acompanhamento histórico do que estávamos fazendo e que isso pudesse interferir mais nas políticas públicas. Assim, decidimos criar o formato das oficinas permanentes, que foram iniciadas esse ano e têm a intenção de gerar uma relação mais duradoura e um material mais sistematizado de pesquisa", explica.
Paralelo a isso, esse ano eles também fizeram uma série de documentários sobre oito escolas brasileiras, de seis Estados, que são referência de qualidade apesar das dificuldades econômicas e sociais. O "EDUCAÇÃO.DOC" foi exibido pelo programa Fantástico e pela GloboNews (neste domingo, às 20h30, será apresentado o último episódio, sendo que o material completo pode ser visto nos sites dos respectivos programas). "O que podemos dizer, de modo geral, é que a maioria das escolas que deram certo investiu em outras atividades além do currículo formal. Tem aulas de arte, dança, cinema no contraturno. 'Derrubaram os muros' e levaram a comunidade para esse ambiente, que passa a ter mais valor, mais sentido", ressalta Bolognesi. "A escola do futuro não pode mais ser apenas baseada no que está escrito em livros. Os alunos recebem informações de várias fontes audiovisuais e o professor precisa se dar conta disso e incorporar novos conhecimentos. O aluno precisa ter prazer de estar lá", acrescenta.
Um livro sobre o "EDUCAÇÃO.DOC", incluindo DVDs, será distribuído gratuitamente a 50 mil escolas no período de três anos. Produzida pela Buriti Filmes e Instituto Buriti, a série "EDUCAÇÃO.DOC" tem patrocínio da CCR, Editora Moderna, Instituto Telefônica Vivo, Instituto Ayrton Senna e conta parcialmente com recursos públicos operados ou geridos pela Agência Nacional do Cinema. (A.P.N.)

Imagem ilustrativa da imagem Por uma escola do futuro
| Foto: Divulgação
"A escola do futuro não pode mais ser apenas baseada no que está escrito em livros. Os alunos recebem informações de várias fontes audiovisuais e o professor precisa se dar conta disso e incorporar novos conhecimentos", diz o cineasta Luiz Bolognesi
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