Por um mundo mais solidário
PUBLICAÇÃO
quinta-feira, 14 de agosto de 2014
Marcos Roman<br>Reportagem Local 
Discutir a questão da solidariedade a partir de diferentes pontos de vista e desdobramentos institucionais. Essa é a proposta do livro "Socioeconomia: Solidariedade, Economia Social e as Organizações em Debate" (ed. Atlas-Salta). Escrita por Luís Miguel Luzio dos Santos, a obra será lançada hoje, às 19 horas, na Livraria Curitiba, localizada no Catuaí Shopping.
No livro, o autor propõe esforços conjuntos entre o Estado, as organizações civis e a sociedade, para criar um mundo em que todos tenham vez e voz e em que cada um se sinta parte de um todo comum. Com doutorado em Ciências Sociais, Santos que atua como professor do Departamento de Administração da Universidade Estadual de Londrina (UEL) e também no curso de mestrado em Gestão e Sustentabilidade da instituição fundamenta-se em uma abordagem multidisciplinar apoiada em diferentes áreas do conhecimento, como política, sociologia, economia e administração.
O escritor observa que vivemos um período histórico é particularmente paradoxal. "Imperioso em geração de riqueza, avanços científicos e inovação tecnológica e, ao mesmo tempo, que condena bilhões de pessoas ao total ostracismo, criando-se dois mundos que não se reconhecem e que conduz a um perigoso choque de civilizações, xenofobismo e a um estado de barbárie eminente. Contudo, o mais preocupante de toda essa situação é a naturalização e o conformismo com que boa parte da sociedade encara tamanhas iniquidades, como algo inevitável e inerente à condição humana, num perigoso processo de desumanização e insensibilidade diante do outro."
Santos salienta que para mudar essa realidade qualquer proposta com objetivos emancipatórios e progressistas terá de ser pensada dentro da ideia de uma democracia ampliada.
Para chegar a esse objetivo, o escritor aponta a necessidade de se avançar para sistemas mais participativos e diretos. "Com o Estado abrindo espaço para novos projetos de governança, descentralizados e participativos, com destaque para o papel assumido pela sociedade civil, que abandonou a tradicional posição de passividade, reivindicando novas demandas, pressionando e fiscalizando o Estado e o mercado. Vêm igualmente se impondo algumas alternativas organizacionais que se opõem ao imperialismo do modelo capitalista de empresa centrado na maximização do lucro. Substituindo-o por modelos mais participativos, em que o alvo principal desloca-se do lucro para a maximização do benefício social", conclui.


