Após várias participações em novelas, séries e programas humorísticos da Globo, Danilo Sacramento finalmente ganhou seu primeiro papel fixo em ''Fina Estampa''. ''Você pode ter feito de tudo, mas quando está em uma novela das nove é como se fosse algo à parte. É a cereja do bolo'', analisa. Intérprete do jornalista Beto Jr., o ator entrou na trama para revelar o segredo da origem humilde de Tereza Cristina, vivida por Christiane Torloni. Inicialmente, Danilo participaria apenas de três cenas, mas logo depois foi informado pela produção da novela que o personagem ficaria até o final e iria se envolver na briga judicial entre Esther, interpretada por Julia Lemmertz, e Beatriz, personagem de Monique Alfradique. ''Ele é um jornalista sagaz e quer batalhar pelos furos de reportagem. Ele cobre de tudo, desde fofoca de socialite até investigação criminal '', explica.
Para compor o personagem, Danilo usou sua experiência como apresentador e comentarista de programas sobre esportes radicais em canais como TV Cultura e ESPN. Além disso, o ator busca garimpar e estudar o texto atrás de uma personalidade forte para o personagem. ''Não foi um bicho de sete cabeças. Eu já vivi e conheço muito dessa área. A cada capítulo que chega, vou descobrindo mais sobre o Beto Jr.'', aponta.

Nome: Danilo Barmak Sacramento.
Nascimento: Em 29 de maio de 1987, em São Paulo.
O primeiro trabalho na tevê: ''Pensamentos de um Macho de Respeito'', programa de dois minutos, em 2007, no Canal Sony.
Atuação inesquecível: ''Foi no 'Pensamentos de um Macho de Respeito'. Era muito engraçado. Brincava bastante com esses estereótipos de homem e mulher''.
Interpretação memorável: Jack Torrance, vivido por Jack Nicholson, no filme ''O Iluminado'', de 1980.
Momento marcante na carreira: ''Viver o Beto Jr. agora''.
Ao que gosta de assistir: ''Eu vejo de tudo, novela, filme, programa de auditório''.
O que falta na televisão: ''Programas com assuntos mais sociais e politizados, que possam debater e provocar reflexões sérias''.
O que sobra na televisão: ''Muita bobagem. Tem muito entretenimento gratuito e sem noção na tevê''.
Ator: Johnny Depp.
Se não fosse ator, o que seria: ''Faria algo relacionado a essa área, como cinema, tevê e teatro, mas em uma função mais técnica''.
Novela preferida: ''Roque Santeiro'', de 1985, da Globo.
Melhor abertura de novela: ''Passione'', de 2010, da Globo.
Personagem mais difícil de compor: Trepliov na peça ''A Gaivota'', de Anton Tchecov.
Papel que mais teve retorno do público: Beto Jr em ''Fina Estampa'', na Globo.
Que novela gostaria que fosse reprisada: ''Que Rei Sou Eu?'', de 1989, da Globo.
Que papel gostaria de representar: ''Algo bem dramático''.
Par romântico inesquecível: Flora e Leopoldo, vividos por Carmem Silva e Oswaldo Louzada em ''Mulheres Apaixonadas'', em 2003, na Globo.
Com quem gostaria de fazer par romântico: Marilyn Monroe.
Filme: ''Em busca da Terra do Nunca'', em 2004, de Marc Forster.
Livro de cabeceira: ''Todos do Caio Fernando Abreu. Acho incrível a obra''.
Autor predileto: William Shakespeare.
Diretor favorito: Steven Spielberg.
Vexame: ''Durante uma peça, um amigo meu resolveu fazer uma brincadeira no meio da cena. Tive de ter muito jogo de cintura e improvisar, mas não consegui segurar a crise de riso no meio da plateia lotada''.
Uma mania: ''Estalar os dedos, o pescoço, estalo tudo''.
Um medo: ''Não sobreviver da profissão e ter de mudar de área''.
Projetos: ''Estou produzindo uma peça chamada 'Garotas Católicas'. É um espetáculo a que eu assisti na Argentina em 2007. Comprei os direitos da peça e estou apenas produzindo, não atuo. Deve estrear no segundo semestre em São Paulo''.

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