Por enquanto, viagem
Se por um lado a Nasa abre suas portas à visitação turística, por outro ela é o obstáculo ao turismo espacial. Pelo menos é o que dizem empresários americanos que, estimulados pela recente viagem do milionário californiano Dennis Tito a bordo da nave russa Soyuz, reuniram-se no mês passado em Washington para promover o filão das ''viagens extraterrestres''.
Entre eles estava o ex-astronauta Buzz Aldrin, que, com Neil Armstrong, pisou na Lua em 20 de julho de 1969, na viagem da Apolo 11. ''Nós, americanos, também temos assentos vazios para turistas ricos'', disse. ''As naves normalmente voam apenas com cinco ou seis pessoas, quando podem acomodar sete, possivelmente oito.'' Aldrin culpou a Nasa por ter sido hostil ao turismo espacial a agência norte-americana foi contra a viagem desde o início, alegando que a presença de Tito na estação internacional era um risco de segurança.
Mas, segundo o especialista, com o apoio necessário poderia haver uma potente indústria comercial no espaço, incluindo hotéis em órbita, que serviriam para aliviar os altos preços. Tito pagou US$ 20 milhões pela jornada.
''Estar no espaço é como ganhar uma nova vida, como se vivesse em um outro mundo,'' declarou o primeiro turista espacial. Após o regresso à Terra, Tito aconselhou às pessoas que têm um sonho como o dele a também partirem. E prometeu fazer lobby para que a Nasa reserve vagas para ''os setores criativos da humanidade'' filósofos, escritores e professores. O chefe da agência espacial americana, Daniel Goldin, disse que civis eventualmente terão lugar no espaço. Mas não especificou quando. Até lá, uma visita ao Kennedy Space Center traz um pouquinho do que, talvez, poderá ser visto ao vivo no futuro. (AE)





