Até a segunda ordem, Sabrina Parlatore é a titular do ''Superpositivo''. Com a saída de Otaviano Costa, a bela loura apresenta sozinha a produção exibida no horário nobre na Band, que vem mantendo média de quatro pontos no Ibope. Depois que Otaviano foi para Record, especulou-se muito que um novo apresentador seria contratado para dividir o comando com Sabrina. ''Oficialmente, ninguém na Band me informou sobre esta possibilidade. Mandaram eu ir tocando o programa. É o que venho fazendo'', avisa Sabrina, em tom modesto.
Há mais de um ano na Band, Sabrina já passou por algumas mudanças na própria emissora. Ela foi contratada para comandar o extinto ''Território Livre'', que acabou saindo da grade por baixa audiência. Mas depois acabou assumindo o próprio ''Superpositivo'' e de quebra ganhou um novo programa: o ''Clipe Mania'', exibido aos sábados. ''Posso assegurar, que estou atravessando uma das melhores fases de minha carreira'', avalia a apresentadora.
O que muda no ''Superpositivo'' com a saída do Otaviano Costa?
Basicamente, estamos mantendo a mesma linha adotada na época do Otaviano, ou seja: o grande enfoque são as atrações populares. Outra mudança importante foi a entrada de cinco pessoas novas na produção. Isto ajudou a dar um novo gás ao programa. São estes profissionais que estão trazendo novas idéias para o ''Superpositivo''. Mas aos poucos, o programa vai ficando com a minha cara também.
O que você chama o programa ficar com sua cara?
Ficar com um olhar mais feminino. Até o número de anunciantes voltado para o público feminino aumentou com minha entrada. Seria também complicado para o Otaviano anunciar produtos deste gênero. Também tenho participado mais da produção. Tenho escutado a opinião de todo mundo. Isto é muito importante. Gosto muito de ouvir as críticas também.
Estas especulações de que a Band estaria contratando um novo apresentador para assumir o programa não geram instabilidade na equipe?
Até agora, a direção da Band não me comunicou oficialmente se uma nova pessoa vai ser contratada. Só me disseram para eu ir tocando o programa. É o que venho fazendo. Para ser bem sincera, não tenho a menor idéia do que vai acontecer daqui para frente. Às vezes, acho que eles estão me testando para ver se eu realmente vou conseguir segurar sozinha. Mas se contratarem um novo apresentador para dividir o programa, para mim será indiferente. Sempre trabalhei em equipe. Na MTV, já tive esta experiência. Dividi programas como João Gordo e o Edgar. Acho até bom. Ajuda a tirar um pouco da responsabilidade. E a presença de uma outra pessoa ajuda a gente ter mais segurança.
Mas o excesso de co-apresentadores no programa, como acontece no ''Superpositivo'' com a presença dos Gêmeos, Feiticeira, Internética e Théo Wernek, não acaba deixando a produção um pouco confusa?
Esta é uma questão que estamos resolvendo também. Realmente estas pessoas estavam um pouco mal colocadas. Na verdade, elas são personagens. Então, tem de ter uma participação mais definida. Atualmente, elas só apresentam seus respectivos quadros. O próprio Otaviano se incomodava muito com isso. Este excesso de apresentadores, inclusive, deixou o clima um pouco pesado.
Como foi a experiência de dividir o programa com o Otaviano, que vai virar seu concorrente na Record?
Foi muito gratificante. Andaram dizendo por aí que a gente se estranhava no programa. É pura mentira. A gente se dava bem e mantínhamos uma relação muito profissional. Quando ele saiu, teve uma atitude muito bacana. Agradeceu minha participação no programa ao lado dele.

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