Por conta própria
PUBLICAÇÃO
quarta-feira, 05 de fevereiro de 2014
Luana Borges<br>TV Press 
A vontade de ter um negócio próprio é cada vez mais comum no Brasil. Não só entre pessoas insatisfeitas com o rumo de suas carreiras no mercado de trabalho. Muitos atores, por exemplo, se tornam empreendedores sem deixar de lado a interpretação. Alguns resolvem se aventurar no mundo empresarial como alternativa aos altos e baixos da profissão. Outros, simplesmente, se identificam com determinada área e resolvem investir sem grandes pretensões.
Entre os empreendimentos mais comuns dos artistas estão restaurantes. Reynaldo Gianecchini, que volta ao ar como o bon vivant Cadu de "Em Família", abriu o Pomar Orgânico, no Rio de Janeiro, ao lado de Giovanna Antonelli, sua parceira de cena. "Nunca quis ter restaurante na minha vida. Mas esse eu quero que seja a minha casa, quero receber todo mundo nele. Juro que me associei porque quero comer lá todo dia, só por isso", garante, bem-humorado, o ator, que também divide sociedade com uma chefe de cozinha especializada em comida orgânica.
Malvino Salvador, que se despediu de Bruno, seu personagem em "Amor à Vida", também abriu um restaurante, mas em São Paulo. Ao contrário de Gianecchini, fazia um tempo que ele sonhava em ter um. O desejo se tornou realidade quando o ator se tornou sócio de um amigo que virou chefe de cozinha. Os dois convidaram outros três amigos e, juntos, abriram o Barê, nome que surgiu da mistura entre bar e restaurante.
Depois de buscar referências de pratos nas viagens que faz, principalmente em Nova York, nos Estados Unidos, Malvino trouxe o conceito de alta gastronomia servida em pequenas porções para serem compartilhadas. "É algo que está na moda lá. Por exemplo, o cara quer tomar um drinque mais sofisticado e não quer se 'empanturrar' de comida. Mas o amigo que está na mesa está com fome e quer. E o restaurante fica em um ponto transado nos Jardins, perto de galerias de arte e lojas de 'design'", explica.
Mas não é só em restaurantes que os atores investem. Antes de se tornar atriz, Carla Cabral, a Laura de "Pecado Mortal", pensava em cursar faculdade de Veterinária. Apaixonada por bichos, ela resolveu, de certa forma, saciar essa "vontade não atendida" ao criar uma pet shop virtual, a Camarim Pet.
O negócio ainda é recente e Carla faz questão de cuidar de cada detalhe. Escolhe os acessórios que serão vendidos e responde os e-mails que a loja recebe. "Como é online, posso trabalhar na loja no tempo em que estou esperando para começar a gravar. Mas não faço tudo sozinha: tenho alguém que me ajuda tanto com a loja quanto com minha carreira", esclarece.
Antenada com as últimas tendências da moda, Danielle Winits sempre frequentou brechós em suas viagens internacionais. E decidiu abrir o seu no Brasil, o La Luna Mia. O negócio cresceu. Antes restrito a uma pequena sala, o brechó agora ocupa um espaço no Shopping Millennium, na Barra, Zona Oeste carioca, e uma loja virtual. E, além de vender peças usadas, mas em bom estado, funciona como uma multimarcas, já que várias peças são compradas no exterior para serem revendidas nele.
Danielle ainda consegue atrair a simpatia da clientela por fazer uma boa ação: parte da renda é revertida para o Instituto do Câncer em prol da pediatria do Inca. A atriz, ao lado de duas sócias, também se preocupa em criar atrativos financeiros para seu público-alvo. "Nossas formas de pagamento são diferenciadas. Temos mais opções. Também damos sete dias de troca. A gente procura promover facilidades", conta.
Preocupado com a instabilidade na carreira de ator, Thierry Figueira abriu uma agência de marketing promocional com mais três sócios. Há 10 anos, ele, que fez uma participação em "Milagres de Jesus" recentemente, concilia as duas profissões. "Hoje, é tranquilo porque não preciso mais estar no escritório no dia a dia. Meus sócios sempre me ajudam", revela.

Continue Lendo:
- Negócio saudável
- INSTANTÂNEAS


