Por ângulos distintos
Ambientar grande parte das cenas em um hospital pode até remeter, inicialmente, a uma ideia de sangue, doença e sofrimento em seus capítulos. Mas tanto Walcyr Carrasco quanto o diretor de núcleo Wolf Maya e o diretor-geral Mauro Mendonça Filho garantem que esse não será o fio condutor de "Amor à Vida".
O título já deixa explícito o tratamento romântico que a Medicina receberá, assim como quase todos os conflitos que permeiam os núcleos. "Quero falar de famílias. Desde as mais tradicionais, com segredos ocultos, até as modernas, em suas novas formações", avisa Walcyr, que discutirá a partir de duas histórias a disputa entre quem gera e quem cria os filhos.
Para falar dos direitos de pais biológicos e adotivos, Walcyr recorre a dois casos distintos. O primeiro, que envolve a estudante de Medicina Paloma, que engravida enquanto viaja como mochileira e tem a filha roubada pelo irmão, o inescrupuloso Félix. E pelo casal gay interpretado por Marcello Antony e Thiago Fragoso, que se envolve em um triângulo complicado ao recorrer à enfermeira carente e solitária Amarylis, de Danielle Winits, para realizar o sonho de ter um filho. No caso de Paloma, a filha Paula será achada no lixo pelo desesperado Bruno, de Malvino Salvador, depois que este perde a mulher e o filho no parto. E, coincidentemente, ele e Paloma se apaixonam no decorrer dessa história, sem saberem a verdade.
Já o triângulo mais moderno, envolvendo dois homossexuais e uma mulher, a equipe prefere manter em segredo. "No caso da minha personagem, é uma abordagem muito delicada. A ideia de ter um mocinho e uma mocinha que 'têm' um filho em comum pode parecer facilitadora, mas estamos falando de novela das nove. Vai ter muito pano para manga aí", adianta Paolla. (M.M.)





