Popular mas consistente
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terça-feira, 15 de julho de 1997
Antônio Mariano Júnior Londrina 
Celso Pacheco/DivulgaçãoBeto Cazes, Henrique Cazes, Joel Nascimento, Luís Otávio Braga e Jayme Vignoli, da Oficina de ChoroDois gêneros, muita sofisticação. O grande destaque da programação artística do 17º Festival de Música de Londrina hoje fica por conta da oficina de Jazz e Choro que vai tomar conta do Cine-Teatro Ouro Verde, a partir das 20h30. E, certamente, vai levar um bom público ávido pela boa música. A noitada começa com a oficina de choro formada por Joel Nascimento (bandolim), Beto Cazes (percussão), Henrique Cazes (cavaquinho) e Luiz Otávio Braga (violão de sete cordas).
O repertório terá obras de medalhões como Pixinguinha (Sensível e Um a Zero), Radamés Gnatalli (Serenata no Joá), Paulinho da Viola (Inesquecível), Baden Powell (Sentimentos), Otávio Romero (Murmurando: fon-fon), Honorino Lopes (Língua de Preto) e Jacob Bittencorut (Santa Morena e Bole Bole).
Mesmo com um certo desprestígio que vem sofrendo há muito tempo, o choro continua persistindo e ganhando cada vez mais adeptos. O Rio de Janeiro que o diga. O choro é a música instrumental urbana mais representativa do Rio- afirma o percussionista Beto Cazes. Por ser um gênero complexo é preciso bons músicos para tocá-lo- completa.
Depois do choro, a oficina de jazz. Que vai reunir no palco os músicos Mané Silveira (sax), Hilton Valente (piano) e Peter Woolley (contrabaixo). Pérolas da Música Popular Brasileira vão servir de base para o repertório que terá Dorival Caymmi (Marina), Retrato em Branco e Preto (Tom Jobim-Chico Buarque), Ternura Antiga (Dolores Duran), Chovendo na Roseira (Tom Jobim) e a belíssima Estrada do Sol (Tom Jobim e Dolores Duran). Outras duas peças, de autores estrangeiros, serão executadas - Speak No Evill (Wayne Shorter) e Tenor Madness (Sonny Rollins).
Para alguns, o jazz é sinônimo máximo de sofisticação musical. E é, embora suas raízes sejam populares e, ao longo do tempo, foram ganhando um maior refinamento. Jazz é espírito, algo muito pessoal de se pegar um tema e tocá-lo do seu jeito dentro de princípios musicais- analisa o saxofonista Mané Silveira. A oficina de jazz vai contar com a participação especial de três integrantes do Meridien Arts Ensemble - Jon Nelson (trompete), Benjamin Herrington (trombone) e John Ferrari (percussão).
Oficina de Jazz e Choro. Hoje, às 20h30, no Cine-Teatro Ouro Verde (Rua Maranhão, 85). Ingressos a R$ 3,00 (estudantes têm desconto de 50%)


