POP-UP
Amazona em DVD
Sai esta semana nos Estados Unidos, e por aqui em breve, a terceira animação produzida especialmente para homevideo com personagens da DC Comics. Depois de ''Justice League: The New Frontier'' e ''Superman Doomsday: The Death of Superman'', chega às prateleiras pela Warner Bros. ''Wonder Woman'', com vozes de Keri Russel (a Felicity do seriado), Alfred Molina (o Doutor Octopus de ''Homem-Aranha 2'') e Rosario Dawson (a bela morena de ''Sin City''). A história de origem, a exemplo das duas animações anteriores, é bem fiel aos quadrinhos e não economiza na violência: logo no início as amazonas mostram a que vieram com muita luta de espadas e lanças, com direito a decapitação. Ou seja, a aventura animada da princesa Diana é para os fãs já mais grandinhos.
Justiceiro derrapa de novo
Por falar em violência, o novo longa do Justiceiro, ''Punisher War Zone'', chega ao Brasil no começo do mês que vem, direto em DVD. Apesar de seguir à risca os roteiros de Garth Ennis, ultraviolentos - na primeira sequência Frank Castle mata pelo menos uns 30 caras -, o filme não engrena devido à qualidade de ''atores'' como o protagonista canastrão Ray Stevenson e Dominic West, que inventa um sotaque alienígena para o vilão Retalho. Mesmo com a boa vontade da diretora Lexi Alexander, ainda não será desta vez que o anti-herói da Marvel Comics vai emplacar no cinema. Quem sabe como um coadjuvante das próximas adaptações, como a dos Vingadores, né?
Novo gênero?
Na virada do século, os produtores precisavam encaixar as adaptações de heróis em gêneros já existentes para convencer os estúdios a desembolsar grana. Assim, ''X-Men'', de Bryan Synger, foi lançado praticamente como uma ficção científica; ''Homem-Aranha'', de Sam Raimi, tornou-se uma aventura romântica; ''Hulk'', de Ang Lee, virou um drama, e por aí vai. Hoje, às vésperas da estreia de ''Watchmen'' e perto da chegada de ''The Spirit'' ao Brasil, estamos próximos da criação de mais um gênero nas locadoras. Afinal de contas, fica a cada ano mais difícil rotular histórias como as de Alan Moore ou Will Eisner. O colega de redação Omar Godoy concorda: não vai demorar para as novas adaptações se encaixarem simplesmente em ''heróis'' ao invés de ''ação'', ''terror'' ou tentativas parecidas.
GTA escancara de vez
A série Grand Theft Auto já é bastante conhecida por ser politicamente incorreta e tratar de assuntos ''adultos'' sem o mínimo pudor. E com o lançamento da expansão ''The Lost and the Damned'', de GTA IV para XBox 360, o game escancarou de vez, com direito a aumento do teor erótico e nu frontal masculino. É o precendente que muita gente queria por aí, já que o conteúdo libidinoso e pornográfico nos consoles de última geração é ainda bastante escasso, apesar dos protestos de muitos marmanjos, que, no final das contas, são os que têm efetivamente o poder aquisitivo para comprar máquinas e jogos. Pois é, aguarde mais polêmicas por aí.
Claudio Yuge
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