Perdemos nosso samurai
  Foi com muita tristeza que recebi durante o final de semana a notícia da morte de Cláudio Seto, aos 64 anos. Além de ter participado dos primeiros momentos do mangá no Brasil e no Paraná, Seto, um sereno agitador cultural, sempre esteve ligado às raízes japonesas, seja com seus bonsais e a presença nos Haru e Hana Matsuri, ou como escritor, pensador e pesquisador da influência oriental por aqui. Homenageado no último Troféu HQMix, nosso samurai pode descansar em paz sabendo que toda sua carreira foi e será motivo de orgulho e inspiração para centenas de pessoas.

Liquidação
  Muita gente reclama que não consegue acompanhar quadrinhos porque são muitas as opções e os preços nem sempre são camaradas. Neste final de semana, a Itiban Comic Shop (Av. Silva Jardim, 845), em Curitiba, dá uma forcinha para esses leitores, assim como para os colecionadores, com sua quarta liquidação anual de revistas, itens de role playing games, toy art, entre outras coisas. O evento terá a presença do quadrinhista José Aguiar, uma mostra com o resultado do 24 Hour Comics Day de Curitiba e discotecagem do DJ Hermes. O ‘‘Esmaga-Preços’’ acontece das 13 às 18 horas do domingo, com entrada franca. Mais informações no blog itiban.blogspot.com ou pelo telefone (41) 3232-5367.

Hilário, mas só em DVD
  A constante citação e uso da maconha pelos personagens, o humor ácido e a violência no estilo ‘‘cartoon’’ fizeram com que a engraçadíssima comédia ‘‘Segurando as Pontas’’ (Pineapple Express) saísse direto em DVD por aqui. A comédia do grupinho de Judd Apatow (que criou os também muito bons ‘‘Superbad’’ e ‘‘Walk Hard’’) narra dois figuras fugindo de um mafioso após um deles ter testemunhado um assassinato. James Franco, que foi o insosso Harry Osborn em ‘‘Homem-Aranha’’, rouba a cena como um traficante totalmente chapado e protagoniza cenas de fazer qualquer um ter dor de barriga de tanto rir. Infelizmente, esse tipo de humor com censura acima de 18 anos normalmente não chega a ser exibido nos cinemas. Por isso, assim que o longa estiver disponível, corra para as locadoras.

Games se dão mal no cinema
  Depois de assistir à adaptação do videogame ‘‘Max Payne’’ para as telonas, em filme estrelado por Mark Walhberg que chega ao circuito nacional neste final de semana, ainda não consegui entender a razão pela qual continuam planejando adaptações de jogos para o cinema. Quem já esteve no papel do ex-policial segurando o controle do console sabe que o roteiro e a ação cinematográfica -com direito ao ‘‘bullet time’’- incrementavam a interatividade, pois muitas das mais bem-sucedidas produções no mundo dos games utilizam recursos da sétima arte. Ao retirar a interatividade sobra apenas... a mesma estética dos consoles, com uma história fraca e previsível. Para os gamers, pior: soa redundante e desnecessário.

Prince of Persia promete
  Após o bem-sucedido retorno do jogo Prince of Persia, que deu novo fôlego ao game original do PC nos consoles da geração anterior, os gamemaníacos esperam mais uma produção de primeira, desta vez para os videogames mais modernos. Em dezembro sai a versão para PlayStation 3, com uma direção de arte que mistura o simples ao rebuscado e, principalmente, jogabilidade nunca antes vista na série. Além do modo cooperativo com um coadjuvante ativo, o lançamento contará com mais estripulias nas alturas, com a ajuda de uma manopla, e sistema de combate intuitivo e ágil. É bom guardar as economias, porque parece ser a grande atração para consoles no final de ano.

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