A popularidade ainda não alcançou o Papercuts - e, provavelmente, seu novo álbum não será responsável pela guinada rumo às paradas de sucesso.
''Fading Parade'', lançado pela gravadora Sub Pop, é o quarto disco da banda de São Francisco (EUA). É pop, mas dentro dos padrões sonoros do universo alternativo, que lhe embute alguma dose de estranheza, distanciando-o de apelos excessivamente comerciais. Traz 10 canções curtas, lentas, delicadas, com ênfase na melodia vocal e na guitarra acústica.
Jason Quever e seus comparsas parecem se inspirar nos anos 60, lembrando de raspão a abordagem da década feita pelo The Last Shadow Puppets, projeto dos ingleses Alex Turner (dos Arctic Monkeys) e Miles Kane (The Rascals). O repertório impressiona pela unidade e coesão, ainda que algumas faixas se desgarrem das demais ao viciar o ouvinte à primeira audição - caso das excepcionais ''Do You Really Wanna Know'', ''Do What You Will'', ''Wait Till I'm Dead'' e ''Marie Says You've Changed''.
Papercuts poderia ser uma onemanband, já que Quever é seu único músico fixo. Ele compõe, canta e arregimenta os caras para acompanhá-lo em shows e gravações. Antes de ''Fading Parade'', lançou ''Mockingbird'' (2004), ''Can't Go Back'' (2007) e ''You Can Have What You Want'' ( 2009).

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