PONTO DE VISTA - O 'rei' faz megashow em Curitiba
PUBLICAÇÃO
quarta-feira, 31 de março de 2004
Ana Clara Garmendia<br> Equipe da Folha 
Curitiba - Uma festa de arromba para 2,5 mil convidados com direito a show de Roberto Carlos e tudo foi a maneira que o grupo K&G que tem como presidente o todo-poderoso de O Boticário Miguel Krigsner encontrou para chamar a atenção da cidade na noite de anteontem.
O motivo do chamariz foi o lançamento de um centro de convenções gigantesco com capacidade para até 5 mil pessoas num anexo de onde já funciona o Estação Plaza Shopping e que se chamará Estação Embratel Convention Center. Já na entrada de acesso ao primeiro piso do shopping, curiosos se aglomeravam para ver o povo chegar.
Um momento tipo ''noite de Oscar'' já que o traje sugerido era passeio completo e muita gente aproveitou para se esbaldar nos adereços. Tinha de tudo. Desde bem-vestidos que sabem que, mesmo que o traje seja sugerido, uma inauguração dentro de um shopping é sempre uma inauguração dentro de um shopping. Portanto pede parcimônia na produção. Às que foram no estilo hi-low, ou seja, misturaram peças mais básicas com outras mais glamourosas acertaram em cheio. E para alegria de quem gosta de ver gente bonita elas eram a maioria.
Quanto aos homens: que peninha deles! Obrigados a se engravatar, ficam todos iguais, tirando aqueles abençoados pela natureza que até com um ''trapinho'' ficam belos. Mas não era o caso. Havia muitos políticos lá. E uma coisa dá para dizer: estão todos envelhecidos. Até os mais jovens demonstram vários fios de cabelos brancos a mais.
Mas a noite era na verdade de Roberto Carlos. Teve gente medrosa (precavida?) que chegou às 18 horas, contrariando a hora marcada para as 20 horas estipulada no convite, para garantir o lugar. Como a festa ia se desdobrando entre os andares do Convention Center e o serviço de comidas sob o comando do chef paulista Charlô Waterly e bebidas era forte só uísque 12 anos, bons vinhos, cerveja e refrigerantes o povo se atrasou para ir até o local do show. Resultado muita gente ficou de fora.
Inconformados alguns tentaram negociar com os seguranças, não teve acerto. Em show de Roberto ninguém assiste de pé. É mais uma das muitas exigências do ''rei''.
O jeito foi assistir e continuar bebendo e comendo em uma outra sala onde foram colocados telões. De lá a Folha acompanhou o começo da cerimônia apresentada por Zeca Camargo e Ana Paula Arósio e comentada por algumas autoridades. O último a falar foi o governador do Paraná, Roberto Requião (PMDB). Bem-humorado Requião fez uma brincadeira com o povo dizendo que eles estavam ali para ver outro Roberto e não ele e chamou a grande atração da noite.
Aí Roberto entrou e começou o já conhecido e tão esperado show cheio de músicas antigas, românticas, tristes e religiosas. Tá bem que ele não precisa mais provar nada para ninguém, mas teve gente que cansou. Aos poucos alguns começaram a ir embora, cedendo lugar para os que sobraram. Roberto teceu alguns comentários sobre o significados daquelas músicas em sua vida. Na verdade ficou bem mais tempo do que a platéia esperava. Cantou por mais de uma hora. Foi um show de verdade. Tão verdadeiro que o rei dedicou uma parte para a sua quase ''mórbida'' homenagem à mulher morta vítima de cancêr há alguns anos, a Maria Rita. No fundo do palco, duas estrelas juntas apareceram enquanto ele falava naquele que foi o maior amor de sua vida. E num momento ápice apareceu a imagem de Maria Rita dentro de uma estrela.
Roberto cantou mais algumas músicas de sua fase atual e se retirou. Depois disso foi servido ainda um jantar para os convidados. Festão!


