Não sou pessoa indicada para falar de televisão. Assisto pouco e minha preferência recai sobre os filmões dos canais a cabo ou da TV aberta. Mas anteontem, como todo mundo esperava a estréia do Big Brother Brasil 6, entrei na roda para ver o reality show. Achei tão ruim, tão pasteurizado que já sei que, diariamente, não vou dar conta de ficar vendo e ouvindo tanta bobagem. Na minha opinião, o programa estreou mal. Todos os candidatos muito bonitinhos, certinhos e sem graça. Tudo bem, foi apenas a estréia. Mas tive a impressão de estar assistindo a mais um capítulo de ''Malhação'', isso sim.
É que o BBB já teve mais diversidade, mais gente feia, mais gente sonsa, bem ou mal intencionada, mas, enfim, GENTE. Por que desta vez não selecionaram uma candidata como a Cida? A babá que saiu da Globo com 500 mil reais no bolso e era uma graça, com suas gafes e imensa simpatia. Pode ser que ainda apareça alguém assim, entre os candidatos sorteados. Mas no primeiro dia todas as moças e rapazes vieram com cara de modelos. Nada contra a beleza, mas sou a favor do realismo neste tipo de show que, afinal, se chama ''reality show.''
A Globo, na minha opinião, está perdendo a chance de criar um território de diversidade humana que sempre deu um certo tempero ao BBB, porque isso é o que dá tempero à vida. E eu, que não sou de assistir TV, já sinto saudades da simplicidade da Cida, da ignorância da Solange - que confundia ''personal trainer'' com ''personal trem'' - da sinceridade quase áspera da Marcela, da autenticidade do Jean. Desta vez, o BBB está como leite pasteurizado, embalado numa linda caixinha. É só colocar no copo e beber, sabendo que ele tem 0% de gordura, é tratado quimicamente para ''proteger'' a saúde e não precisa botar pra ferver. Uma pena porque, embora dê mais trabalho, gosto de ver a temperatura subindo e a gente ali de olho, interessado, esperto, para que o líquido não transborde da leiteira. O mundo está cada vez mais pronto, mais ''fast food'', não é preciso interagir com nada, só consumir. A TV segue ou, pior, impõe o modelo. E as baratas tontas ficam lá gritando: ''Hip! Hip! Urra! É Big Brother Brasil 6!'' E o Pedro Bial, que é um cara inteligente, tem que fingir que é tudo muito legal para que, em casa, outras milhares de baratas tontas fiquem repetindo ''Hip! Hip! Urra! É Big Brother Brasil 6!.'' O que a gente não faz pela profissão... Ainda prefiro a graça de ver as coisas fervendo. Mas, ultimamente, até a diversão é morninha.

Programa obtém 43 pontos no Ibope

A estréia do ''Big Brother Brasil 6'', da TV Globo, obteve uma audiência média de 43 pontos no Ibope, segundo dados prévios divulgados pela assessoria da emissora - cada ponto equivale a 49,5 mil domicílios na Grande São Paulo.
Em janeiro de 2005, o primeiro dia de exibição do ''Big Brother Brasil 5'' teve uma audiência média de 46 pontos no Ibope, enquanto o ''BBB4'' registrou média de 42 pontos. A audiência do reality show perdeu ainda para a da estréia do ''BBB 1'', que obteve 49 pontos. A segunda edição do programa teve 28 pontos no primeiro dia de exibição e a terceira, 37 pontos.
O apresentador Pedro Bial anunciou os nomes dos dois novos participantes do reality show: Augustinho Fernandes Mendonça, do Rio de Janeiro, e Maria Nilza Viana dos Santos, de Salvador. Selecionados por meio de um sorteio, eles vão se reunir com os outros 12 concorrentes do ''BBB 6'' para disputarem o prêmio de R$ 1 milhão.

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