Encanta e impressiona assistir à performance do grupo Barbatuques, que explora a linguagem de improvisação musical através da técnica da percussão corporal e da pedagogia criadas por Fernando Barba, compositor, multiinstrumentista e formado em Música Popular pela Unicamp em 1994.
No Cine-Teatro Ouro Verde, lotado, no último sábado à noite, o grupo foi ovacionado. Não era para menos. Os integrantes têm presença cênica, criatividade múltipla e talento, muito talento. Vale destacar as interferências cênicas e musicais do músico Marcelo Pretto.
Com uma forma física mais avantajada, digamos assim, ele mostrou que é possível ter leveza e graça na hora dançar mesmo com uns quilinhos a mais, e consegue muitos aplausos com sua voz potente seja cantando um repente nordestino ou o clássico ''Carcará'' (João do Vale-João Cândido).
Apesar da canção ter versão definitiva na voz de Maria Bethânia, como salientou Fernando Barba, o grupo aceitou o desafio e quem estava no Ouro Verde pode constatar que realmente valeu a pena a ousadia. Outra boa lembrança é a versão do Barbatuques para as músicas ''Peixinhos do Mar'' e ''Marinheiro Só''. Pura poesia.
Foram três retornos ao palco, após insistentes aplausos. Na última performance, o grupo fez uma improvisação acústica sem microfones, no caso que fez o público também brincar de ''percussionar'' com as mãos e os pés. Não somos os Barbatuques que conseguem tirar sons da bochecha, do tórax, pernas, dedos... Mas que foi divertida e mágica a apresentação, isso foi!

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