Ponce revela traços da colonização
Na costa do mar do Caribe, a cidade de Ponce cresceu e prosperou com base na cultura da cana-de-açúcar e produção de rum. A cidade, que é a segunda maior da ilha, está a 1h30 de carro da capital San Juan. Entre as principais atrações da cidade, conhecida como Pérola do Sul, está a riqueza arquitetônica de suas construções.
Em uma volta pela cidade, o viajante encontra uma mescla de estilos que torna possível identificar os povos que colonizaram o local, inclusive as fases da sua ocupação. O estilo colonial espanhol convive em harmonia com traços de ''Art Deco'' e casas e prédios construídos ao estilo de Nova Orleans, com suas casas de madeira e telhado de zinco.
A cidade foi fundada em 1692 pelo bisneto de Ponce de León, mas as construções que podem ser observadas datam do período entre 1800 a 1930. São mais de mil edifícios históricos, sendo que 600 foram restaurados. E o trabalho de recuperação ainda está em andamento.
Além da arquitetura, Ponce oferece várias atrações para os turistas. No centro da cidade, a praça que abriga a catedral de Nossa Senhora de Guadalupe, conhecida como ''Plaza de las Delicias'' mantém um ar de cidade do interior, com pessoas descansando à sobra de árvores frondosas e fontes que ajudam a resfrescar o calor local. E por falar em se proteger do calor, não deixe de provar os sorvertes da sorveteria que fica quase em frente a Casa das Bombas, uma oportunidade de experimentar sabores exóticos locais, como a guanabana.
Nesta praça, atrás da igreja, está o Museu Parque de Bombas. O prédio de madeira pintado de vermelho e preto (cores da bandeira da cidade) foi erguido 1882 para abrigar uma feira agrícola. Entre 1883 e 1989, o local abrigou o quartel do corpo de bombeiros. Desde 1990, foi transformado em museu que conta a história dos bombeiros voluntários que ali trabalharam.
No topo de uma colina, distante do centro, se esconde outro tesouro arquitentônico de Ponce: o Castelo Serrallés. Construído entre 1930 e 1934, a mansão é a marca da riqueza gerada pela cana-de-açúcar e do rum fabricado pela família Serrallés. O local foi transformado em museu e hoje é possível ver como a aristocracia portorriquenha vivia no início do século passado. Móveis, objetos pessoais, cozinha, tudo é mantido como se a família tivesse deixado o local um dia antes. (G.R.)





