Londrina consolida-se como um dos polos nacionais do blues – senão como celeiro de músicos e bandas devotados ao gênero, pelo menos como referência no calendário brasileiro de shows. A realização da quarta edição do "Festival de Blues" é a prova dessa força.
O evento começa hoje e prossegue até domingo com a presença de vários artistas de renome, com destaque para o norte-americano JJ Jackson. Além dele, a escalação deste ano traz Taryn Szpilman (RJ), Big Chico (SP), Artur Menezes (CE), Blues Beatles (SP), Nuno Mindelis (SP), Fred Sunwalk & Dog Brothers (SP) e o anfitrião Acústico Blues Trio.
De amanhã a domingo, todos os shows acontecem no Valentino, com início pontualmente às 21 horas. "Desde a primeira edição, o festival tem agradado os músicos convidados, os patrocinadores e o público. Tivemos a felicidade de trazer grandes atrações desde o início, procurando dar tudo de bom e do melhor para os artistas oferecendo-lhes qualidade de som e de luz. E o público tem respondido comparecendo aos shows. Os ingressos esgotaram-se em todas as noites de todas as edições", diz o músico, idealizador e organizador do evento Kiko Jozzolino.
Ele sobe ao palco hoje, às 19h30, para o show de abertura do festival na Praça de Eventos do Catuaí Shopping Center. Estará com sua guitarra à frente do Acústico Blues Trio ao lado de Gisele Almeida (voz), Vinicius Zanin (voz), Elieser Botelho (guitarra), mais os convidados Filipe Barthem (baixo) e Bruno Cotrim (bateria). A apresentação é gratuita. O grupo tem mais de dezanos de palco e já lançou cinco CD's.
Seu repertório inclui sucessos de Eric Clapton, B. B King, Ray Charles, Muddy Waters, Janis Joplin e Stevie Wonder. Amanhã o grupo faz o show de abertura de JJ Jackson no Valentino. Entre as mudanças inseridas este ano no Festival, Jozzolino aponta a ampliação da grade, que terá dois dias a mais que as edições anteriores. Outra novidade é o show aberto de hoje, sem cobrança de ingresso, e o preço reduzido no último dia do evento (R$ 30 em vez de R$ 100 dos demais dias).
"Foi uma forma que encontrei para dar uma oportunidade a pessoas que criticam o preço dos ingressos reclamando que o festival é elitizado e dirigido para a classe A", diz ele. O organizador credita os preços supostamente elevados ao "alto custo" do festival. "Há muitas pessoas envolvidas na produção. Além disso valorizamos os músicos participantes. Nenhum vem para cá de ônibus, todos chegam de avião. Há passagens, hotéis, restaurantes, aparelhagem. Tudo tem um custo. É bom lembrar também que nosso festival é o único dos grandes festivais realizados em Londrina que não trabalha com dinheiro público. Fazemos tudo com patrocínio privado", salienta.

PRÓXIMA EDIÇÃO
Ele já tem planos para a edição do próximo ano. "Vamos ter mais shows gratuitos abertos. Além disso, vamos introduzir workshops com os músicos para enriquecer o festival com uma programação didática. Também pretendemos comemorar a quinta edição com uma exposição fotográfica do festival, com fotos do Rei Santos", anuncia.
Paralelamente, Jozzolino quer dar continuidade à produção de shows de blues fora da grade do festival. Ainda nesta temporada, dará início a um intercâmbio com músicos de Chicago (EUA), com a proposta de levar músicos de Londrina e do Paraná para tocar na cidade norte-americana e, simultaneamente, viabilizar a vinda de músicos de lá para se apresentar no Estado.
Também vai produzir a segunda edição do "Blues Festival" em Curitiba. O evento acontece nos dias 11, 12 e 13 do próximo mês. "Estou em negociação com outras duas cidades para organizar eventos semelhantes em 2015 e 2016", avisa. O vento sopra a favor do blues no Paraná.

Confira aqui a programação do evento.

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