Política do medo
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quarta-feira, 13 de novembro de 2013
Nelson Sato<br> Reportagem Local 
O nome do espetáculo foi emprestado da bomba atômica lançada pelos americanos sobre a cidade japonesa de Hiroshima, em 1945, que resultou na morte de mais de 100 mil pessoas.
"Little Boy", no entanto, "não tem nada de tenso ou dramático", explica a diretora Laura Franchi sobre a montagem que será apresentada de amanhã a domingo, às 20h30, na Divisão de Artes Cênicas da Casa de Cultura da UEL, em Londrina.
É o segundo trabalho de formatura de alunos do curso de Artes Cênicas da UEL que chega ao público nesta temporada. O primeiro foi "Recordações do tempo em que tinha boca", mostrado há um mês. O terceiro, "O mistério de Irma Vap", será apresentado na próxima semana.
"Little Boy" tematiza a política do medo, as estratégias urdidas pelo poder para punir e promover o terror entre as pessoas. O processo de criação da peça tomou todo o ano dos alunos, cuja pesquisa incluiu leituras e discussão de obras de pensadores como o sociólogo polonês Zygmunt Bauman, o filósofo francês Michel Foucault (1926-1984) e o historiador francês Jean Delumeau.
Durante a peça, alguns textos desses autores são falados no palco. "São textos que tratam de punições de crianças no século 17", assinala a diretora. Pinturas, fotografias e esculturas também foram utilizadas como referências para a construção das cenas.
Laura salienta que embora a temática e os elementos pesquisados sugiram um espetáculo denso, a plateia assistirá a uma encenação leve. "Há um ambiente de pós-guerra, mas sem o clima de guerra. As cenas me lembram mais crianças brincando de guerra", diz. Com uma hora de duração, a peça traz no elenco os alunos-atores Antonio Rodrigues, Bruna Casemiro, Camila Sanae, Douglas Mesquita, Fabio Pimenta, Gabriela Kurita, Isabella Amaral Soares, Milton Renda,
Rafaela Solé e Vitor Zerbetto Zamberlam.


