Bruxelas - Cerca de 2.500 gravadoras independentes protestaram ontem contra uma eventual fusão da britânica EMI e da americana Warner Music, terceira e quarta empresas fonográficas mundiais, dizendo que esta união afetará a livre concorrência do mercado da música.
Se a EMI e a Warner Music se juntarem, ''os dois selos controlarão mais de um quarto das vendas de música registrada e cerca de 50% do mercado da edição musical'', denunciou em um comunicado o sindicato Impala, que reúne cerca de 2.
Segundo a Imala, esta fusão deixaria além disso mais de três quartos de música do mundo nas mãos de três grandes gravadoras: Universal, Sony/BMG e Warner/EMI''.
Para os selos independentes, que reagem aos rumores recorrentes de uma fusão entre Warner e EMI, esta crescente concentração ''elevará os custos de acesso ao mercado para os independentes'' e ''permitirá às grandes gravadoras ditar sua lei''.
''O mercado da música não está em bom estado e disparar contra uma ambulância não é o melhor que se pode fazer'', afirmou Patrick Zelnick, presidente do selo francês Na‹ve e membro da Impala.
Os independentes já batalharam em vão em 2003 para evitar a fusão Sony/BMG.

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