Poesia sem gravata
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sexta-feira, 12 de setembro de 2014
Nelson Sato<br>Reportagem Local 
É a vez da poesia receber os holofotes no 10º Festival Literário de Londrina/Londrix, cuja programação já destacou, entre outras temáticas, a dramaturgia, a prosa de ficção, a literatura infantil e a reflexão filosófica.
O debate "O Lugar da Poesia" é a atração de hoje, às 19h30, na Vila Cultural Cemitério de Automóveis com presença dos poetas Chacal, Ademir Assunção e Rodrigo Garcia Lopes (este como mediador). Chacal participou do Londrix de 2005.
Aos 64 anos, continua sendo lembrado como um dos expoentes da "poesia marginal" dos anos 70. Seu nome, porém, está associado a muitas outras importantes manifestações de cultura jovem ocorridas nas últimas quatro décadas no Rio de Janeiro.
É referência quando se fala do grupo de poetas Nuvem Cigana e do grupo de teatro Asdrúbal Trouxe o Trombone, assim como quando são citadas a casa de shows Circo Voador e o espaço CEP 20.000. Para os iniciantes em sua obra, recomenda-se mergulhar nas páginas das antologias poéticas "Belvedere" e "Drops de Abril" e de seu livro de memórias "Uma História à Margem".
Ademir Assunção, por sua vez, é um dos poetas mais festejados do momento. Em 2013, seu livro "A Voz do Ventríloquo" foi eleito o melhor do ano, na categoria Poesia, pelo júri do Prêmio Jabuti. Nascido em Araraquara (SP), viveu em Londrina nos anos 1980 mudando-se depois para São Paulo. Tem vários livros publicados - o mais recente é "O Caio e o Cuio", sua estreia na literatura infantil.
É um dos editores da revista Coyote, que terá duas edições lançadas simultaneamente hoje no Londrix. Já lançou dois CD's de poesia e música. Também tem poemas gravados por Itamar Assumpção, Edvaldo Santana e Madan. A seguir, leia entrevista que Assunção concedeu à Folha 2.


