Poesia e ilustração nas agências da CEF
PUBLICAÇÃO
quinta-feira, 12 de novembro de 1998
Elisa Marilia Carneiro 
Ruídos do trabalho./ Vida./ Cultivo esse silêncio./ E o quê/ nos falta/ à boca com fome./ O que nos falta. Esse poema de Walmor Marcellino acompanha a ilustração de Estela Sandrini nos cartazes e folders do projeto Traços e Palavras, da Caixa Econômica Federal.
O trabalho foi distribuído em agências da Caixa e lotéricas em todo o Estado, com o objetivo de divulgar a poesia e as artes plásticas ao maior número possível de pessoas.
Os cartazes ficam expostos até o final do mês. A ilustração de Estela mistura as cores dando formas humanas, explorando as nuances da tinta com harmonia. O poema de Walmor refere-se a trabalho, vida e fome. Procuro provocar, reflexão e questionamento para que as pessoas participem do poema, disse Walmor.
Estela é curitibana. Desenhista, escultora, gravadora e pintora, formada pela Escola de Música e Belas Artes do Paraná, ela é uma artista premiada em diversos salões, como os de Pernambuco, Goiás e Paraná.
Entre as exposições individuais realizadas desde 1976, há alguns destaques: esculturas, na Fundação Cultural de Curitiba; pinturas e desenhos, no Brazilian American Institute Gallery, de Washington, EUA; desenhos monoprints, no Museu de Arte Contemporânea do Paraná; monoprints, na Galeria de Arte Centro de Estudos Brasileiros da Embaixada do Brasil em Buenos Aires, Argentina; e a Retrospectiva, na Sala do Acervo do Museu Metropolitano de Curitiba.
Só de coletivas, Estela participou de 198, em diferentes cidades do Paraná e do Brasil. No exterior, mostrou suas obras em 31 exposições, dos Estados Unidos à Europa. Sua produção está presente no Acervo do Museu de Arte Contemporânea de Pernambuco, Olinda; Museu de Arte Contemporânea de Curitiba; Museu de Belas Artes do Rio de Janeiro e muitos outros.
Por sua vez, o catarinense Walmor Marcellino atua há vários anos na imprensa paranaense, tendo trabalhado em diversas rádios e jornais. É autor dos livros de poesia Os Elementos (1972), Malvas, Fráguas e Maçanilhas (1994) e Aversum (1998), entre outros.
Também dramaturgo, ele escreveu várias peças, como Os Subterrâneos da Cidade e A Terra que a Todos Chama.


