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Poesia divertida

'Viagem Numa Peneira' reúne alegres limeriques de Edward Lear

Marcos Losnak
Marcos Losnak

Segundo a lenda, no século 18, os beberrões de cervejas irlandeses tinham o hábito de entoar breves canções bem humoradas com letras absurdas. Essas canções eram conhecidas como limeriques (em inglês “limerick”).


Com o passar do tempo os limeriques ganharam espaço na literatura, tornando-se gênero poético no século 19. O grande responsável por isso foi o pintor inglês Edward Lear (1812 – 1888). Tudo começou quando ele publicou um livrinho com breves poemas para crianças em formato de limeriques.




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. | Reprodução
 


“Viagem Numa Peneira”, obra publicada pela editora Iluminuras, reúne esses versos de Edward Lear carregados de nonsense. Lear chamava de “nonsense” algo alegre e inconsequente. Algo como navegar por rios e mares usando uma peneira como barco.

Para ele, diante da grande quantidade de regras impostas pela sociedade, o limerique representaria uma libertação divertida. Uma diversão descompromissada.


Apesar ser uma forma de poesia divertida, de tratar apenas de coisas absurdas e humoradas, o limerique possui formas rígidas de versos, métricas e rimas. Uma brincadeira com normas.

“Viagem Numa Peneira”, ilustrado pelo próprio Edward Lear, traz também uma série de poemas onde os personagens principais são letras do alfabeto. Uma espécie de cartilha de alfabetização descompromissada: “F era uma formiga / Que nunca ficava parada, / E que fez uma bela casa / Em cima duma calçada.”



Serviço:

“Viagem Numa Peneira”

Autor – Edward Lear

Editora – Iluminuras

Tradução – Dirce Waltrick de Amarante

Páginas – 160



Quanto – R$ 48,00

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