POESIA - Drummond: poeta maior
Prepare-se para se intoxicar, no bom sentido, com os versos de Carlos Drummond de Andrade (1912-1987). A um ano do centenário de nascimento do poeta, já é possível identificar aqui e ali uma grande movimentação em torno de sua obra.
Como homenagem, o Instituto Moreira Salles, do Rio de Janeiro, decidiu criar o Dia D, institucionalizando a partir deste 31 de outubro (data de aniversário de Drummond) como uma versão brasileira do Bloomday.
Em torno das comemorações do poeta, o mercado editorial também se agita com a publicação de reedições e novos títulos. Uma das novidades é o volume Carlos Drummond de Andrade Coleção Encontros reunindo 17 entrevistas concedidas pelo poeta ao longo de seis décadas, entre 1927 e 1987. O livro está previsto para chegar às prateleiras em novembro pela editora Azougue.
Entre os relançamentos estão os volumes de prosa Confissões de Minas (1944) e Passeios na Ilha (1952), além de Poesia Traduzida, todos pela Cosac Naify, que ainda anunciou para o próximo ano uma edição crítica dos dez primeiros livros de poesia. É no próximo ano, também, que a Companhia das Letras dá início à reedição das obras completas do poeta coincidindo com o centenário e com a sua escolha como autor homenageado da Flip (Festa Literária Internacional de Paraty).
● Nascido em Itabira (MG), dedicou-se durante quase 60 anos à escrita. Sabia como poucos poetizar o cotidiano e revelava-se um observador cético do mundo
● Refere-se ao dia 16 de junho, quando cidades do mundo inteiro celebram o dia em que se passa o romance Ulysses, do irlandês James Joyce





