O homem perdeu o juízo,
fez um buraco no céu,
por esse furo no ozônio,
o mundo queima como papel.
De um lado o gelo derrete,
em outro adorna o vulcão.
Se você não for esperto,
é levado por um furacão.
Os peixes morrem nos rios,
por causa da poluição.
O povo morre na seca,
de sede e de inanição.
E quando cai toda chuva,
causando destruição,
O homem sequer se lembra,
que a causa foi sua mão.
Ele olha pra outro lado,
pra não dar explicação.
E sempre diz não ter culpa,
até não ter salvação.
Crianças cheirando cola,
matam por qualquer razão.
A culpa é a fome, a miséria,
a falta de educação.
A droga virou desculpa,
pra vida poder enfrentar.
Quanto mais usa, mais quer,
até com a vida acabar.
Gente que mora na rua,
sem ter nem o que comer.
Quer um pedaço de chão,
para plantar e colher.
Mas toda terra tem dono,
e ele não abre mão.
Aí a coisa complica,
é irmão matando irmão.
Não somos donos do mundo,
e muito menos do céu.
Se continuar desse jeito,
o mundo vai pro be le léu!
- Mara Cristina Dias de Almeida é professora de artesanato em Londrina

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