De Curitiba
Reinoldo Atem está na área. O poeta que há dois anos lançou ‘‘O Aprendizado da Vida’’, autografa esta noite na Biblioteca Pública do Paraná, às 18h30, um novo volume de poesias: ‘‘Sob o Céu do País’’. Nele estão os trabalhos mais recentes, produzidos a partir de 1997.
Três partes dividem o volume de 82 páginas: a primeira junta poemas variados, desde cenas do cotidiano, como a família em frente à TV, passando por um instante recortado de uma chácara, onde o sol incide sobre as folhas dos pés de milho, e chegando à solidão da cidade, numa cena noturna do homem e a mulher olhando-se à distância – ele caminhando pela rua e ela cerrando as cortinas da janela do apartamento.
O bar é o cenário da segunda parte do livro. Os textos que ali estão foram escritos nas mesas de bares. Um desses escritos diz: ‘‘O relógio do bar/ está parado./ Olho de novo./ Não./ Eu é que estou/ vendo atrasado’’. As últimas páginas são ocupadas por haikais: ‘‘Fui fazer compras./ O mamão estava bom./ Minha filha gostou.’’
Poeta e publicitário, Reinoldo Atem tem em sua bibliografia 14 títulos, entre coletâneas, contos e poesias. ‘‘Sob o Céu do País’’ é o quinto de poesias, e por ser o de número cinco, tem tudo para fazer sucesso. O autor aposta no número e na obra. Mas, se alguém não gostar, ele deixa o consolo do hai-kai: ‘‘Fico devendo/ essa pra vocês./ Não foi dessa vez’’.

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