‘‘Este é o meu melhor filme; ele comove pela beleza.’’ Assim, sem reservas, o cineasta Sylvio Back elege o longa-metragem ‘‘Cruz e Sousa – O Poeta do Desterro’’, que soa como um recital dramático sobre a vida e obra do fundador do Simbolismo brasileiro, também considerado maior poeta negro do País. O filme – nono longa-metragem, de um total de 35 títulos – será apresentado em sessão especial esta noite, às 21 horas, na Cinemateca de Curitiba, com a presença do diretor. Haverá debate após a exibição. Amanhã entra em sessão normal.
Textos e imagens sucedem-se na sensível obra do cineasta que caminha com o filme pelas capitais brasileiras como se conduzisse um filho. ‘‘Até julho vai ser assim, depois largo a mão dele, para que siga seu destino.’’ O cineasta já acompanhou cerca de 30 projeções.
Estrelado por Kadu Carneiro e Maria Ceiça, secundado por Léa Garcia e Danielle Ornellas, terá exibição ainda esta semana em Cannes. Segundo o diretor, ‘‘O Poeta do Desterro’’ está cumprindo uma carreira de sucesso junto à crítica e público. ‘‘O filme é uma provocação estética que tem encontrado seus cultores, seu público’’, afirma. Para ele está sendo uma surpresa o grau de emoção que a fita provoca especialmente nos descendentes afros.
‘‘Cruz e Sousa – O Poeta do Desterro’’, pré-estréia hoje, às 21 horas, na Cinemateca de Curitiba (Rua Carlos Cavalcanti, 1.174). Após a exibição, haverá palestra com o diretor Sylvio Back. Entrada franca. A partir de amanhã, entra em cartaz às 15h, 17h, 19h e 21h, até o dia 1º de junho.

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