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Londrina

Folha 2 5m de leitura Atualizado em 31/12/1969, 21:00

Poema de José Oliva feita para a mostra ''Matiz'', de Mazé Mendes

PUBLICAÇÃO
segunda-feira, 14 de junho de 2004


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Horizontalidades
amarelecendo,
verticalidades
rubificando,
azulejos verdejando,
retidões incendiando...
Sabe o que essa intensidade me diz?
São poemas de matiz.
Versos argilosos,
vieses de terra e sol,
visões na linha do olhar
iluminando cidades
dentro de nós:
cinzentas tensões
desejando ar,
solidões imedidas
ansiando se encontrar,
geometrias perdidas
exorcizando a precisão.
É o que são:
rimas tecidas por traços,
por gestos e cor.
Palhas trançadas,
xamãs, troncos
e leitos de rio.
Desvario:
a natureza buscando
resgatar seus espaços.
A vida cobrando
o que lhe é de direito:
sensibilidade, humanidade,
matizes de Mazé.
Maticidade.

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