Depois de mordido por um vampiro, dificilmente o leitor consegue se livrar das suas garras. Apesar do público adolescente ser a grande ''vítima'' da literatura vampírica, o personagem é imortal também para os adultos.
O administrador de empresas Thiago Lopes, 26 anos, é fã de livros e quadrinhos de literatura fantástica e afirma que o gênero esconde nas suas sombras muitos autores ruins. Alguns até fantasiados de cult.
''Muita coisa é escrita só pelo grotesco e não tem valor. Ao redor das obras originais existe toda uma cultura, que traz a ideia aristotélica da tragédia, que vê a queda dos heróis. São pessoas que possuem habilidades extraordinárias. A noção central do Drácula não tem nada a ver com sangue, mas com a profanação do sagrado. Isso para mim tem valor literário'', afirma Lopes.
Ele destaca que o vampiro é uma metáfora para tratar de questões humanas e que todo o erotismo foi uma capa colocado sobre os ombros do personagem.
''Drácula, por exemplo um é romance em que o personagem se revolta contra Deus e é punido por Deus. Os autores fizeram outras obras e pegaram esses elementos que gradativamente foram sendo erotizados. Drácula ultrapassa os anos porque lutou contra Deus. Não tem maior força do que isso e esse é um custo muito alto e que ninguém pode pagar. Esse é o fascínio do personagem''.

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