Com o esquema de parceria com produtoras independentes fortemente ligadas ao cinema, gradativamente, nota-se certa aproximação entre a tevê e a sétima arte. Não só no intercâmbio recorrente dos mesmos atores – como Rodrigo Santoro, Caio Blat e Leandra Leal. Mas na mão de obra de quem está por trás das câmeras. Casos de diretores, fotógrafos, figurinistas, diretores de arte e, sobretudo, preparadores de elenco.
Passeando por esses dois universos, está Sergio Penna, um dos preparadores mais requisitados das produções audiovisuais recentes. "Por ser o produto mais assistido da televisão, a visibilidade da atuação é gigante e aumenta minha responsabilidade. Em vez de batalhar em cima do texto, faço um trabalho a partir das possíveis vivências do personagem. Minha busca é por uma atuação natural", detalha Penna.
Cineastas como Hector Babenco, Tatá Amaral e Jorge Furtado também se aproximaram dos estúdios de tevê estimulados por esse regime de parceria. "Alguns produtos que a gente pensa para o cinema ficam até melhor ao virarem séries de tevê. A linguagem muda um pouco, mas a tecnologia utilizada é muito semelhante", conta Jorge Furtado, um dos idealizadores da recente "Doce de Mãe". (G.B.)

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