Daniela Galli tem se destacado na Record. Desde que apareceu na emissora em ''Poder Paralelo'', como Marina, uma charmosa condessa italiana que explodia em um carro no primeiro capítulo, a atriz passou a dar passos largos na emissora. Logo depois destas primeiras cenas, o autor da trama, Lauro César Muniz, admitiu: ''Me arrependi de ter matado a condessa!''. Em seguida, ele garantiu que, em sua próxima trama, Daniela teria um papel de destaque.
De lá para cá, a atriz paulista, nascida em Campinas, viveu outros papéis: a sedutora dançarina Marisa, em ''Ribeirão do Tempo'', sua primeira trama inteira na Record, além da Rainha Vasti na minissérie ''A História de Ester''.
No entanto, poucos meses antes de começarem as gravações de ''Máscaras'', Lauro ligou para reservar a atriz de quase 37 anos para viver uma psicanalista manipuladora. ''Ela é órfã, vive uma relação de amor doentio e quase materno pela irmã Luma. Ela quer moldar a personalidade dela. Essa personagem me mostra universos completamente diferentes'', anima-se Daniela, citando o papel de Karen Junqueira.
Para compor as facetas conturbadas da personagem, a atriz revirou arquivos, amigos e filmes. Conversou muito com um amigo psiquiatra, assistiu a longas com personagens de comportamentos obsessivos, como ''Atração Fatal'', de Adrian Lyne, ''Garota Interrompida'', de James Mangold, e diversos trabalhos do diretor Ingmar Bergman, como ''Morangos Silvestres'' e ''Persona''. ''Os filmes do Bergman têm uma relação com a psicanálise e me inspiraram muito. Mas o que ajudou também foi conversar com uma pessoa que também tem distúrbios de personalidade, como a Tônia'', ressalta, bagunçando os lisos e repicados cabelos louros.
Estas referências serviram para esculpir a personagem que também começa a fazer parte de um triângulo amoroso ao se envolver com Edu, personagem de Dado Dolabella, que se relaciona com sua irmã Luma na trama. Esse encontro começou durante o cruzeiro no navio onde se desenrola grande parte da história. ''Se estabeleceu uma proposta de triângulo. O legal do texto do Lauro é que tem diversas possibilidades. Nada e ninguém é maniqueísta'', avalia a atriz, que passou pela Globo antes de se fixar na Record, onde recentemente renovou seu contrato.
Em 2006, Daniela estreou na tevê como a médica Marília, em ''Páginas da Vida''. No ano seguinte, atuou em ''Paraíso Tropical'' e logo foi para a Band viver uma dançarina em ''Dance Dance Dance''. Nesta produção, conseguiu unir duas das coisas que mais gosta: atuar e dançar. Bailarina profissional, flautista e oboísta, ela começou a carreira no Conservatório Musical Carlos Gomes, em Campinas, aos cinco anos de idade. ''Hoje em dia procuro praticar ioga pelo menos três vezes por semana para manter o corpo em ordem. Mas sinto falta de dançar balé moderno. Ainda não encontrei um lugar para dançar no Rio'', lamenta.
Já na faculdade, Daniela optou por cursar Arquitetura e Urbanismo na PUC e passou a fundir algumas de suas aptidões. Decidiu se mudar para Nova York e passou a trabalhar como cenógrafa, com nomes como Mattew Broderick, Garry Hynes, Tony Walton, Jules Fischer e Tom Pye, até decidir estudar interpretação na HB Studios por influência de um amigo que acreditava que ela deveria ir para a frente dos palcos.
Com isso, a bela loura de olhos verdes passou sete anos atuando como atriz e cenógrafa em peças off-Broadway e na Broadway, como no Musical ''Here's to the Third New York''. ''Estou sempre em Nova York, pelo menos a cada cinco meses. Tenho uma vida lá, amigos e contatos de trabalho. Assim que acabar 'Máscaras', volto para lá para rodar um longa em 2013. Vou viver uma cientista russa super cabeça'', adianta, suavemente inquieta.

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