Poço de desejos
PUBLICAÇÃO
sexta-feira, 07 de agosto de 1998
Da Redação 
As empresas de moda precisam preparar-se para atender um consumidor mais ético, mais esclarecido a respeito dos produtos no mundo inteiro, preocupado com o meio ambiente e que não tem muito tempo disponível, destaca o economista José Favila, Consultor Têxtil da DuPont, um dos painelistas do 6º Congresso Nacional de Tecnologia da Confecção, que o Sistema Fiesc/Senai promove de 19 a 21 deste mês, em Blumenau (Santa Catarina). Favila, que também é pós-graduado em marketing, observa que o consumidor deste final de século exige produtos que enfatizem a beleza, a saúde e que tenham boa performance.
Participante do painel Tendências do Mercado do Vestuário e Perfil do Consumidor do Ano 2000, que se realiza no dia 21, às 9 horas, Favila observa que os tecidos que farão maior sucesso serão aqueles que atendem às necessidades mais urgentes do consumidor. Observamos, por exemplo, que as pessoas têm cada vez menos tempo disponível; assim, elas vão preferir tecidos que possam ser lavados e secados rapidamente; elas também vão optar por tecidos que tenham menos energia estática e, portanto, reduzem o estresse.
O consultor acrescenta que as empresas ofereceram inicialmente o produto, depois qualidade e, mais tarde preocuparam-se com a satisfação do cliente. Hoje todos esses aspectos foram incorporados pelos consumidores como direito adquirido; as empresas que desejam sobressair-se no mercado devem buscar a inovação, respeitando todos os componentes anteriores.
O atendimento das expectativas do mercado, conforme Favila, deve ser uma preocupação tanto dos estilistas como da área industrial, na criação dos tecidos. Fazer moda é justamente acertar aquilo que o consumidor deseja, raciocina.


