São Paulo, 04 (AE) - Na sexta-feira, a Plebe Rude será a segunda atração do festival Abril Pró-Rock. O grupo, que estava fora do meio musical há cerca de dez anos, volta com a formação original para lançar o CD "Enquanto a Trégua não Vem" (EMI), um disco gravado ao vivo, em novembro.
"A concretização desse novo trabalho surgiu para atender aos pedidos dos fãs", diz Gutje Woortmann, um dos vocalistas e baterista da banda. "E o legal será o fato de que, pela primeira vez, estaremos lançando um disco no Nordeste". A atitude ousada da Plebe Rude não pára por aí.
A apresentação no Abril Pró-Rock será o segundo grande show da banda, após dez anos. O primeiro ocorreu em agosto, no festival Porão do Rock, em Brasília. O reencontro provocou o retorno do grupo. Segundo Woortmann, a volta da Plebe continua sendo uma atitude punk.
"Não estamos propondo um apanhado da carreira nem um resgate, é um projeto no qual temos a idéia de tocar para o nosso público por um ano", diz. "Não é uma proposta nova nem a garantia de que vamos manter a Plebe por muito tempo", informa. "Sempre fomos muito diferentes e o nosso único consenso é o de que não chegamos ao consenso e isso é difícil de se levar adiante, hoje em dia".
Após o rompimento da Plebe, que se iniciou em 1990, com a saída do vocalista e guitarrista Jander Ribeiro, os integrantes mudaram de profissão. Hoje, o baterista André X é funcionário do Banco Central, Ribeiro é diretor de palco, Woortmann é produtor gráfico e Philippe Seabra foi o único que manteve a carreira de artista. Ele montou um banda em Nova York, onde mora desde 1994.
O novo CD tem a produção "fundamental" de Herbert Vianna. Ele traz duas músicas inéditas, "Roda Brasil" e "Voz do Brasil", que têm o mesmo discurso contestador, presente nas letras da Plebe, desde 1981, quando foi criada.

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