Em vários momentos durante o debate surgiam algumas críticas em relação à inexpressiva atuação da Secretaria de Cultura da atual gestão. Valdicéia Freire, da platéia, questionou a escolha do futuro secretário. Cheida e Hauly acreditam ser importante escolher alguém ligado à área de cultura, que congregue liderança e representatividade.
O reconhecimento da atuação da Funcart foi um dos destaques levantados pelos candidatos. Integrante da entidade, Neli Beloti, estava interessada na manutenção do acordo para o repasse de recursos para a ONG e com a expansão dos projetos. Nessa parte do encontro, a platéia se encontrava ruidosa, interferindo no andamento do debate. Isso era esperado, visto que cinco facções políticas distintas se encontravam presentes, as claques funcionando na hora certa, se manifestando diante de algumas respostas.
A participação do público fez emergir situações constrangedoras aos candidatos. Nitis Jacon, diretora do Filo, perguntou a Homero Barbosa sobre o acervo histórico, cultural e ecológico da cidade. O candidato falou sobre a abnegação da diretora e sua equipe, mencionou o filme ‘‘Chatô’’, de Guilherme Fontes, que não saiu ainda por falta de verbas (N.R. Fontes está sendo questionado justamente pelo má gerência de verba, excessiva para os padrões brasileiros). Enfim, Barbosa não conseguiu responder a questão.
Camila Talezi, 10 anos, perguntou a Hauly o que ele fará para melhorar a Escola Municipal de Dança? A questão, aparentemente simples, desestabilizou o candidato. Depois de uma resposta curta, Hauly percebeu que era insuficiente e complementou dizendo que não precisava melhorar e sim dar condições de manutenção do convênio. Logo a seguir, em outro questionamento, Hauly levantou a bandeira da música sertaneja, generalizando as preferência musicais dos londrinenses, afirmando que a juventude gosta de rock depois passa a preferir música sertaneja.
Luiz Eduardo Cheida se desculpou publicamente com o escritor Domingos Pelegrini Junior. Ele afirmara que havia criado a Secretaria de Cultura, fato contestado pelo escritor, que foi secretário da pasta, antes da administração Cheida. Nas considerações finais, o tempo diminuto oportunizou aos candidatos listarem rapidamente o que pretendem construir. Em muitos casos, repetiram as diretrizes do programa de governo.
A Folha2 ouviu separadamente cada candidato, avaliando o encontro. Luiz Carlos Hauly, achou positivo a manifestação do Fórum Permanente de Cultura. Barbosa, acredita que se 50% do que foi prometido no debate for cumprido, Londrina não será a mesma culturalmente. Para Nedson, o Fórum conseguiu colocar a cultura na pauta da cidade. Cheida avaliou a importância para os candidatos, que ficaram cientes de toda a demanda existente, pela ótica do Fórum. Finalizando, o candidato Farage Kouri diz que o público percebeu o perfil de cada candidato e sua participação na história de Londrina. (F.F.)

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