Plano de reação
PUBLICAÇÃO
sábado, 15 de março de 2014
Geraldo Bessa<br>TV Press 
O segredo da longevidade de um programa de tevê é diretamente ligado ao êxito comercial e na audiência e à capacidade de se reinventar sem perder a essência. Foi exatamente isso que Marcelo Tas e a trupe do "CQC" buscaram para 2014. Com reestreia marcada para amanhã, o programa chega com óbvias novidades para sua sétima temporada. Entre elas, a presença de Dani Calabresa na bancada e o lançamento de Naty Graciano na equipe de reportagem substituindo Mônica Iozzi, que agora está no "Big Brother Brasil", da Globo. No entanto, a "prova de fogo" do jornalístico será voltar a ter a relevância de outrora, abalada ao longo da morna temporada passada. "O único ano em que o CQC não cresceu em audiência foi em 2013. A gente tentou de tudo, experimentamos participações especiais, mas parte da equipe mostrava certo desânimo. A Mônica (Iozzi), por exemplo, quase não produziu. Ela mesma sabe disso", aponta Tas.
No comando do programa desde a estreia, em 2008, Tas acredita que, ao longo do ano, o "CQC" tem duas armas poderosas para se sobressair nas noites de segunda: a Copa e as eleições, pratos cheios para o jornalismo carregado de humor da produção, que segue com a presença de Felipe Andreoli, Mauricio Meirelles, Guga Noblat, Oscar Filho, Ronald Rios e Marco Luque. Outro integrante estava previsto para a temporada, mas, prestes a assinar com a Band, o jornalista Fred Melo Paiva, que apresenta a série "O Infiltrado", do History Channel, pediu folga e não quis trabalhar no Carnaval. Obviamente, a atitude não foi bem recebida pela equipe do programa. "Ele é ótimo e foi muito bem nos testes. Mas o comprometimento acabou ficando em xeque e a gente decidiu demiti-lo antes mesmo de aparecer no programa", conta Diego Guebel, diretor da emissora.
Segundo a Band, a primeira decisão para rever a linha editorial e o conteúdo da nova temporada foi tirar Oscar Filho da bancada. Tudo para deixá-lo no comando de um dos maiores trunfos do programa, o quadro "Proteste Já", que roda o Brasil denunciando políticos e situações de calamidade pública. "Eu me divertia muito na bancada. Fiquei chateado quando soube que não iria mais estar ao lado do Tas e do Luque. Mas depois vi que era o melhor. É o quadro mais complexo do programa", explica Oscar, que este ano também estará à frente do "Elefante Branco", quadro que vai atrás de obras públicas superfaturadas e sem grande utilidade.
Para o lugar de Oscar, a ideia de escalar Dani Calabresa surgiu depois de testes com gente de dentro e fora do programa. Sem grandes momentos ao longo de 2013, a apresentadora mostra entusiasmo ao ir para a bancada. "Temos a liberdade de criar e inventar coisas no calor da transmissão ao vivo. Gravar o piloto já foi muito empolgante. Acho que o programa precisava de uma presença feminina fixa", valoriza Calabresa, que vai revezar a nova função com o quadro "Sem Saída", que testa as verdades e mentiras das celebridades com o auxílio de um polígrafo.
Entre os novos quadros, três são destacados pela equipe como apostas para a nova temporada. No "Os Picaretas", câmaras escondidas mostram técnicas e truques usados por estelionatários para ganhar dinheiro ilicitamente. De tom mais leve, em "Torcida VIP", torcidas organizadas abordarão os entrevistados do programa. E ainda há espaço para as opiniões infantis de "#semfiltro", que mostrará crianças comentando as principais notícias da semana. Fora isso, quadros, repórteres e a bancada do "CQC" estarão de olho nos principais jogos da Copa e nas campanhas políticas do ano. "A gente quer se divertir e entreter o público, mas não abrimos mão de falar sério. Ninguém fala de esporte como a gente. Da mesma forma que nenhum programa tem a pegada política forte que a gente tem. Jogadores e candidatos, preparem-se", avisa Marcelo Tas, aos risos.


