Placebo: maturidade com estilo
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segunda-feira, 22 de junho de 2009
Jotabê Medeiros<br> Agência Estado 
Alguns bandas de rock envelhecem muito bem. É o caso da banda inglesa Placebo, que acaba de lançar o disco ''Battle for the Sun'' (PIAS), seu sexto álbum de estúdio em 13 anos de carreira. ''Battle for the Sun'' chega após Meds, de 2006, que teve boa acolhida crítica e manteve a banda no pico de uma carreira multifacetada - andrógina, pansexual, glamourosa, não raro bastante barulhenta.
Produzido por Dave Bottrill, largamente conhecido pelo seu trabalho com a banda Tool, e mixado por Alan Moulder, ''Battle for the Sun'' traz 13 canções intensas. A banda começa a apresentar o novo álbum em turnê mundial iniciada pela Inglaterra.
O Placebo é fundamentalmente um trio, encabeçado pelo mutante guitarrista e vocalista Brian Molko, camaleão andrógino que anda pelo mundo ladeado por Stefan Olsdal (baixo) e Steve Forrest (novo baterista). Forrest, ex-integrante da banda punk Evaline, entrou no ano passado no lugar que foi do membro-fundador da banda Steve Hewitt.
''O novo disco traz canções que expressam nossa esperança num futuro melhor, numa vida melhor. Um futuro em que se possa escolher luz em vez de sombras. É uma guinada de expectativa. Nosso disco anterior trazia muita dor. Acho que esse disco é mais positivo nesse sentido'', diz Olsdal.
Entre as faixas de ''Battle for the Sun'', uma parece remeter a um clássico do passado. Trata-se de ''Devil in the Details'', que poderia sugerir um parentesco com ''Sympathy for the Devil'', dos Rolling Stones. ''Acho que a diferença fundamental é que Sympathy for the Devil traz uma certa idolatria pelo demônio. Devil in the Details trata da sensação incômoda de ter o demônio, ou o azar, nos teus calcanhares, te fazendo mal'', brinca o baixista.
Segundo Olsdal, o grupo inicia ainda este ano sua turnê mundial. ''E não dá para fazer uma turnê mundial sem pensar em passar pelo Brasil. Começamos pela Inglaterra e França'', contou. ''O grupo está maior no palco, agora somos seis pessoas. Temos um guitarrista extra, uma violinista. É um bom time na estrada.''
Logo no início de sua carreira, em meados dos anos 90, o Placebo foi incensado por gente como Michael Stipe, Bono Vox, David Bowie e Marilyn Manson. Placebo é o remédio inócuo, a pílula de farinha que ludibria o doente. Nome adequado para essa banda inglesa que parece glitter, mas não é; parece eletrônica, mas não é; parece punk, mas não é. Continua igual, mas diferente.


