PIRATAS DE CAMBORIÚ
‘‘Navio pirata’’, com tripulação de atores, leva turistas para conhecer as praias
Antônio Mariano Júnior
Londrina

Milton DóriaTrupe de atores está no barco para divertir e
capricha no portunhol para agradar os turistasFosse só pelo passeio já valeria a pena. Acontece que há um toque de fantasia. É por esse motivo que ‘‘Victoria’’ não é apenas uma escuna que leva turistas ávidos por verem belas paisagens sobre as águas salgadas do mar. Trata-se de um ‘‘navio’’ pirata que oferece aos marujos, aliás, passageiros um passeio com direito a gargalhadas em companhia de aloprados piratas e uma bruxa pirada.
E não pensem que isso é uma programa de criança. Não, não. Muitos marmanjos acabam por participar das brincadeiras interativas feitas pela trupe formada pelos atores Rogério Ferraz, Benedito dos Santos Júnior, Adalberto José Goulart e Andréia Dezidério. O passeio dura pouco mais de uma hora. O ‘‘Victoria’’ parte diariamente às 9h30, 11h, 14h e 16h. Um ônibus, que passa pelas avenidas centrais de Camboriú, leva gratuitamente os passageiros que não estão motorizados até o porto para pegar o barco.
O ‘‘navio’’ pirata, medindo 19 metros de comprimento por 5,5 metros de largura, sai do Porto Nautitur (Rio Camboriú Barra Sul, passa pela foz do Rio Camboriú, Orla Marítima do Balneário Camboriú, contorna a Ilha das Cabras (de domínio da Marinha) e segue para a praia de Laranjeiras onde, se quiser, o turista pode permanecer ou voltar para o ponto de partida.
Quem preferir pode permanecer na Praia de Laranjeiras, com águas calmas, perfeitas para se banhar e, principalmente, praticar mergulho. No local, que ainda conserva um quê de rústico, vários bares e restaurantes cuja especialidade são frutos do mar. O retorno acontece em dois horários - às 15h e 17h. Mais ou menos já que os horários estão sujeitos a alteração. O passeio custa R$ 12,00 por pessoa. Para quem vai permanecer por algumas horas em Laranjeiras o preço da passagem é R$ 15,00.
A bordoTão logo o ‘‘navio’’ zarpa, uma guia dá as boas-vindas aos passageiros. Pergunta quem é brasileiro e quem é estrangeiro. O portunhol come em dó maior o que, nessa altura do campeonato, é o que menos interessa. Todos se entendem perfeitamente bem. Feitas as reverências iniciais, começa o espetáculo carregado de improvisação.
Até as explicações sobre medidas de segurança, como o uso da bóia em caso de emergência, são dadas de maneira divertida. Um turista é pego de cobaia e, depois de receber as informações necessárias, recebe do pirata a seguinte recomendação: ‘‘Não se preocupe porque o colete aguenta até vinte quilos. E só não jogamos você no mar para testar porque a Marinha não permite que sujemos as águas’’. Risos. Ainda no Rio Camboriú Barra Sul uma outra empresa, a Transmariner, mantém também o seu ‘‘navio’’ pirata.
Turistas x dinheiro - O serviço foi implantado há três anos pelo empresário Alexandre José Matos do Amaral que há 10 anos deixou o eixo Londrina-Cambé para morar no balneário. Segundo ele, durante a temporada são transportadas diariamente uma média de 200 pessoas. E mesmo assim, Amaral considera que neste ano o movimento não anda dos melhores. ‘‘O dinheiro está pouco e os turistas estão selecionando bem quais os passeios que pretendem fazer’’- analisa.
A empresa Nautitur oferece também passeios de escuna comum e de Jeep que leva os turistas por trilhas e praias agrestes até a Praia do Pinho, onde se pode praticar o naturismo (nudismo).
Leia mais sobre Camboriú e o navio pirata na página 3)

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