Pique de atleta
Não são apenas os jogadores que precisam estar com bom preparo físico durante uma Copa do Mundo. Os repórteres muitas vezes têm de atravessar correndo o campo inteiro para conseguir o depoimento de um jogador. Antônio Petrin, do SBT, garante que precisa suar a camisa o dia inteiro e não só durante os jogos. Numa entrevista com Maradona, na Copa da Itália, em 1990, todos os repórteres tiveram que correr várias vezes de um canto a outro do hotel porque o jogador da Argentina ficou brincando de gato e rato. Ele aparecia em uma janela e quando os jornalistas iam perto, ele corria para outro lado, lembra Petrin.
Não torcer também não é tarefa das mais fáceis para alguns jornalistas. Apesar do comentarista Falcão, da Globo, garantir que sempre tenta não deixar a emoção prevalecer durante os jogos do Brasil, quase sempre acaba não atingindo o objetivo. Tento não falar nós, me preocupo em não vender ilusão e só mostrar como a seleção está jogando. Mas é muito difícil, pondera o ex-jogador. Menos preocupado, o repórter Régis Rosing, da Globo, não faz cerimônia. Vou fazer as matérias torcendo para o Brasil, escancara.





