Pioneiro da discotecagem
PUBLICAÇÃO
sexta-feira, 19 de dezembro de 2008
Rodrigo Juste Duarte<br>Equipe da Folha 
Muito antes da profissão de DJ se popularizar, Osvaldo Pereira já animava o público nos bailes e festas, tocando músicas selecionadas de sua coleção de discos de vinil. ''Quando comecei, em 1958, eu era chamado de discotecário. Começaram a me chamar de DJ só nos anos 80, e é desse período que veio o mixer, que possibilitou usar dois toca-discos ao mesmo tempo'', lembra.
Com 50 anos de profissão, Osvaldo Pereira vem a Curitiba amanhã, quando se apresenta no Baile de Fim de Ano do Kitinete Bar. A festa também terá participações de Soundman Pako, do mestre de cerimônias Marcos Neguers e de Dinho, filho de Osvaldo. ''Ele vai fazer uma participação, tocando rap old school em CDs. A gente costuma mesclar músicas de CDs e vinis'', comenta Osvaldo.
Com repertório calcado em soul, funk e samba rock, o primeiro DJ do Brasil fará um baile de nostalgia, que também contará com ritmos mais atuais, de acordo com o público. ''Vou tocar para pessoas de 20 a 35 anos, então vou trazer algumas coisas mais modernas. O DJ deve ter sensibilidade para mostrar o que o pessoal quer dançar'', explica.
Osvaldo Oliveira e seus colegas de pick-ups se apresentam em eventos como Orquestra Invisível Let's Dance. A origem do nome remete a um curioso episódio que se repetia nos bailes do final dos anos 50. ''Nós comemeçávamos a tocar com as cortinas fechadas. Como era época das Big Bands, o pessoal achava que tinha uma orquestra tocando, mas quando as cortinas se abriam, as pessoas ficavam supresas ao ver que era apenas a gente colocando som mecânico. Era uma brincadeira que a gente fazia''.
Serviço
- Osvaldo Pereira e Orquestra Invisível
Quando - Amanhã, a partir das 22h
Onde - Jokers Pub (Rua São Francisco, 164), em Curitiba
Quanto - R$ 15 (2º lote) e R$ 18 (3º lote) à venda antecipadamente no Kitinete Bar (Rua Duque de Caxias, 175); no dia, outro preço. Mais informações - (41) 3324-2351


