O contemporâneo Omeletino Benatto era funcionário da Autolon (Sociedade Auto-Comercial de Londrina S.A.), que construiu o cinema. Ao ver o edifício arruinado pelo incêndio, ele recorda ter acompanhado a construção desde as fundações; incumbido de receber os materiais, era quem dava o visto e carimbava as notas fiscais.
No flash-back da memória, Tino Benatto reconhece em Jordão Santoro, um dos dirigentes da Autolon, o idealizador do conjunto incluindo o Ouro Verde. No dia da inauguração do cinema, em regozijo, Jordão e o médico Jonas de Faria Castro Filho plantaram o pau-brasil na praça ao lado da Catedral. ''Eu levei a muda até lá'', rememora Tino, que tinha 10 anos de idade quando ingressou, em 1939, na antecessora da Autolon, a Companhia de Automóveis de Londrina S.A.
Em 1951, ele transfere a seção de peças da antiga sede da Autolon, na Rua Minas Gerais, para a loja no térreo do edifício novo, na esquina com a Maranhão, que ainda não está concluído, e ali passa a receber materiais do Ouro Verde, de construção e de montagem, incluindo as poltronas, os lambris etc. ''Mais de 90% de tudo, carimbei as notas.'' Recorda que o pai, João Antônio Benatto, forneceu a maior parte da areia. Tino recorda que teve estreita convivência com os diretores da Autolon e, em reconhecimento à sua participação, recebeu ações da empresa, em 1953, que lhe renderam bom dinheiro. (W.S.)

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