Pioneira faz 50 anos de jornalismo
Era para ser um encontro dos amigos de Juril Carnasciali no salão Nápoli, do Restaurante Madalosso, em Curitiba, na quarta-feira passada. O jantar ocorrido nessa noite para comemorar seus 50 anos de jornalismo, foi muito mais que um mero encontro. Gerações de curitibanos e paranaenses em geral ali estiveram, como se a vida da cidade e do Estado, das últimas cinco décadas, tivesse decidido se concentrar ali.
Juril Carnasciali, a homenageada, viu passar à sua frente aqueles que a acompanham desde seus primórdios no jornalismo, até a ala mais jovem, entre eles seus netos. Ciranda de rostos e de emoções - cerca de 1.500 convivas lotaram o salão que teve, talvez, seu momento de glamour absoluto, numa reverência inequívoca à profissional que continua a desenvolver seu trabalho, como vem fazendo desde os idos dos anos 40.
A sociedade em peso esteve em Santa Felicidade. A tradição, a elegância, a história dos ricos salões juntaram-se aos sentimentos que caminham por terrenos mais profundos, onde habita o afeto. Foi dessa temperança de verdades que se fez a festa. De ex-governadores a empresários, industriais, juristas, políticos e industriais todos os representantes e todas as camadas ali estiveram.
Em seu agradecimento, Juril dispensou palavras escritas com antecedência, brocados e rendas inevitáveis a dar cor e graça à fala. Preferiu ordenar os pensamentos sob o fluxo das emoções, à frente do mar de rostos, entre as luzes dos holofotes e dos castiçais. Retribuia assim, à vida, o agradecimento pelo presente que esta lhe reservara. Sem ensaios, sem dizeres antecipados - o calor das palavras desenhou seu coração posto à prova. E à felicidade.
Ela traz a vocação de jornalista no sangue. Seu pai foi, durante anos, secretário da Gazeta do Povo. Juril abriu os caminhos para a reportagem social. Tudo o que se faz hoje em colunismo social no Paraná, começou com ela
Luiz Geraldo Mazza, da Academia Paranaense de Letras, comentarista político da Folha.
Juril é o alto padrão da sociedade paranaense, como profissional e ser humano. Bola branca para Juril
Dino Almeida, colunista social
A crônica social, no estilo e na informação de Juril Carnasciali, não se limita aos registros cotidianos da vida das pessoas e dos fatos da comunidade. Ela vai mais além para transmitir, sempre, um pensamento ou gesto de solidariedade humana, tão necessária em tempos de globalização do egoísmo e da recessão do amor
René Dotti, jurista
Seria uma barbaridade se o Paraná não reconhecesse o valor da Dona Juril. Eu sempre digo: ela é a culpada por tudo isso. Por eu ter saído da minha infância pobre de menino do Bacacheri e ter chegado onde cheguei. É tudo culpa dela.
Algaci Túlio, deputado estadual





