Pinhão como tema de exposição de pinturas
PUBLICAÇÃO
quarta-feira, 11 de novembro de 1998
Elisa Marilia Carneiro 
É do pinhão que nasce a cultura do paranaense. A partir dessa premissa, Carol Padilla Giolitti de Canestraro, consul de El Salvador para o sul do Brasil e artista plástica, pinta pinhões e chama a atenção para a preservação das raízes paranaenses.
A exposição, com 20 obras, será aberta amanhã, às 11 horas, na Sala do Artista do Solar do Rosário e permanece até o dia 18 de novembro. Além dos pinhões, Carol traz para a mostra um pouco da cultura da sua terra natal.
Retratando o cotidiano das comunidades indígenas, a artista plástica mostra como vivem os camponeses no interior de El Salvador e da Guatemala. Se as raízes não forem preservadas, vamos ficando todos iguais, reconhece.
Dos povoados da América Central, Carol gosta de retratar a fusão do mundo indígena com o europeu. El Salvador é cheio de etnologia e de colorido. As majestosas flora e fauna são fonte de inspiração par tudo aquilo que o nosso homem foi criando, das nossas roupas, às festas... Por isso gosto de pintar indígenas de toda a América Central.
Ela conta que na América Central foi encontrado um livro indígena, quase uma bíblia, que foi traduzido para a língua espanhola. Alí diz que o homem foi feito de milho, que é a base principal do nosso alimento e, que Deus cuspiu vida nele, criando o homem. do qual foi tirado um pedaço e, deste, feita uma companheira. Sempre digo que se este livro, Popolvu, tivesse sido escrito aqui no Paraná, certamente diria que o homem foi feito da massa do pinhão.


