Pinceladas sobre a obra de cada artista
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quarta-feira, 05 de fevereiro de 2003
Ana Setti<br> Reportagem Local 
Ana Setti
Reportagem Local
n Mayumi Luppi
Nascida em Londrina, Mayumi cursou artes plásticas na UEL, seguindo uma tendência que surgiu muito cedo. Desde criança, conta, sempre gostei de arte: música, pintura.... Mas fez um pouco de tudo até se firmar na área escolhida e se profissionalizar, a partir de 1999, tendo participado de várias exposições na cidade e, no ano passado, em São Paulo, na prestigiada galeria de Ena Beçak. Entusiasmada com o novo espaço disponível em Londrina, que, acredita, vai ajudar a criar uma ponte entre o artista e o cliente, trouxe para a mostra de inauguração dois de seus mais recentes trabalhos. São pinturas abstratas, cheias de emoção, que se caracterizam pela transparência, obtida com a utilização de diferentes texturas e densidades de cor.
n Regina Menezes
Nascida em Maringá, ela já morou em outras cidades mas sente-se uma londrinense de coração. Jornalista atuante, vem reservando tempo cada vez maior para a pintura, com um estilo que define como figurativo contemporâneo. Gosta de trabalhar com símbolos, ícones, objetos do desejo do ser humano e de pesquisar detalhadamente os cenários nos quais as pessoas se movem. Um dos resultados dessa investigação é o trabalho que expõe na mostra, um quebra-cabeças de peças e formas urbanas. Otimista quanto ao futuro da humanidade e em relação ao estímulo propiciado pela arte, na formação e no aprimoramento do cidadão, liberta as formas para reorganizá-las, produzindo o que chama de caos ordenado.
n Carmen Kley
A londrinense Carmen atua como jornalista há muitos anos, é a sua profissão. Nos fins de semana, faz fotos como hobby. Sempre tive tendência a ver o mundo pela lente de uma câmara, conta, é um meio pelo qual tenho facilidade em me expressar. Nessa área encontra liberdade total para atuar, fotografando pessoas, especialmente, para elas. Como são registros pessoais, participa pouco de exposições, fazendo uma exceção neste caso, porque, assim, estou abrindo caminho para outros fotógrafos, explica, e tem muita gente fazendo fotos boas na cidade. Suas preocupações, ao fotografar, dividem-se entre a simplicidade, utilizando ao máximo os recursos naturais, a leveza - nada de angulações agressivas ou chocantes - e a luminosidade. Procuro descobrir o que a luz pode revelar quando incide sobre uma pessoa, comenta.
n Carlos Sato
Também de Londrina, Sato imaginou um dia se tornar engenheiro. Desistiu depois de três anos de curso, optando pelas artes plásticas e por uma formação, nessa área, de auto-didata. Profissionalizou-se em 1980 e, contando com um bom marchand em São Paulo, não encontrou dificuldade para expor e comercializar suas obras em todo o Brasil. Seu forte tem sido o estilo figurativo, com cavalos e gatos como temas recorrentes. Para a mostra de inauguração da galeria, preferiu, no entanto, apresentar dois trabalhos abstratos, em acrílico sobre tela, e um terceiro, que revela uma outra tendência de seu trabalho, a do designer, utilizando a ferramenta computador. No caso da obra presente na mostra, Sato propõe uma interferência digital sobre uma foto de Carmen Kley.
n David Wang
Nascido em Taiwan, China, Wang chegou adolescente ao Brasil, tendo residido em São Paulo, onde fez faculdade de artes plásticas, e em Londrina, onde está há cerca de 12 anos. Inicialmente, dedicou-se ao comércio, pintando nas horas vagas. Desde 2001, no entanto, quando ficou em terceiro lugar em um concurso de pintura da Itália, inverteu seus interesses, deixando o comércio aos cuidados da esposa e se envolvendo cada vez mais com as artes plásticas. Em 2002, montou seu ateliê na cidade e, agora, em 2003, com a galeria que leva seu nome, dedica-se a ampliar o espaço de divulgação dos artistas locais. Na mostra de estréia, está apresentando três de suas telas,que seguem uma unidade de linguagem, explica. São cópias do real, que tentam captar o movimento.


