Pinceladas geográficas
PUBLICAÇÃO
quarta-feira, 18 de outubro de 2000
Simone Mattos De Curitiba 
Certo dia, caminhando pelo bairro carioca de Copacabana, o artista plástico curitibano Jefferson Svoboda encontrou por acaso, em frente a uma escola, velhos mapas que haviam sido jogados fora. Levei-os para o meu ateliê e comecei a pintar sobre eles, conta o artista, que mora no Rio há 20 anos. O resultado deste trabalho poderá ser conferido a partir de hoje, na mostra Planisfério, no Museu Universitário da Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUC/PR), em Curitiba.
A transposição de imagens permite um interessante jogo de figuras. As fronteiras geográficas servem de pano de fundo para a criatividade de Svoboda. Compondo com as informações já existentes, ele produz algo totalmente novo.
Para Curitiba, Svoboda trouxe nove imagens que já foram expostas no Rio de Janeiro, além de duas inéditas. Recentemente, o artista viajou para São Petesburgo, na Rússia, onde participou de um Festival de Artes, e comprou dois mapas, um mundi e uma carta-celeste, escritos em russo. Ambos receberam as pinceladas do artista e já fazem parte da mostra Planisfério.
Sem nenhuma intenção de interromper a série, Svoboda conta que acaba de adquirir um mapa do Paraná, de 1956, num brechó do Rio de Janeiro. Ele comprou ainda uma mapa antigo do Cairo (Egito) e ganhou um mapa de 1917 de São Petesburgo. Todas as novas aquisições receberão em breve os traços do artista, aumentando o acervo Planisfério. Tenho ainda muito trabalho pela frente, comenta ele.
Extremamente versátil, Svoboda atua com escultura, pintura e gravura. Em seu ateliê no Rio, ele pinta sobre telas utilizando a abstração geométrica, o que resulta em obras com menos informações e mais cores. O artista também adora pintar sobre cerâmica, além de desenvolver uma grande variedade de objetos de madeira a partir de sucatas que recolhe nas ruas.
A exposição Planisfério, do artista plástico Jefferson Svoboda, será inaugurada hoje, às 19 horas, no Museu Universitário PUC/PR (Rua Imaculada Conceição, 1155, fone 41-330-1604), em Curitiba. A mostra permanece até o dia 18 de novembro.


