Em um programa de variedades, realmente vale tudo. Mês passado, enquanto Luciano Huck estava pelo Havaí surfando e gravando matérias com gigantescas arraias para o ''Caldeirão do Huck'', convidou a turbinada atriz Pamela Anderson - musa da série ''SOS Malibu'', exibida nos anos 1990 - para fazer uma participação em um quadro.
A atriz de 45 anos, que já estampou por 13 vezes a capa da ''Playboy'', chegou até a fazer uma intencional respiração boca a boca em um dos integrantes da equipe do apresentador durante uma gravação do programa no Havaí em uma brincadeira armada pelo apresentador. E a louraça parece ter gostado. Tanto que aceitou fazer um ''bate e volta'' no Brasil apenas para gravar uma breve participação cantando no programa que vai ao ar no dia 6 de outubro, na Globo. ''A ideia da Pamela foi minha. Ela topou na hora vir ao Brasil e curtiu mesmo. Veio só para isso. É uma homenagem ao Brasil. Vale pelo gesto'', elogiava Luciano, cercado de quatro câmaras e a todo instante falando diretamente para a câmara da grua, centralizada no estúdio.
O chão do cenário do programa foi coberto por guarda-sóis em tons de azul e branco em um aconchegante clima praiano. Tudo para que Pamela, que vive a maior parte do ano no Havaí, se sentisse bem à vontade. Pouco depois, a platinada canadense entrou no palco, sob uma enxurrada de ''fiu fius'', cantando ''Garota de Ipanema'', de Tom Jobim, em inglês, acompanhada ao piano do neto do compositor, Daniel Jobim. A cada passo que dava, Pamela fazia biquinhos - que lembravam os de Brigitte Bardot - em seu decotado e exuberante figurino em tons de vermelho e amarelo. As cores vibrantes ressaltavam o bronzeado e deixavam à mostra pernas torneadas, um abdome definido e um bom humor que exalava sex appeal. ''Fala sério'', balbuciavam baixinho os contra-regras do programa.
Na plateia, dezenas de adolescentes do Colégio Militar do Rio, que haviam acabado de participar do quadro ''Soletrando'', pareciam embasbacados. Acompanhavam, com os olhos arregalados, Pamela rebolando e fazendo poses sensuais até o meio do palco. Quando, subitamente, parte do cabelo desgrenhado, que ela mexia com as mãos, caiu no rosto. Bastou para que a atriz se desconcertasse. Na mesma hora, Pamela deu um pulinho para trás como uma típica coelhinha da ''Playboy'' e ''pin up'' e logo pediu para reiniciar a gravação. ''Quero tentar de novo! Estou nervosa, mas também muito lisonjeada de estar aqui'', pedia Pamela, em inglês, já virando de costas e voltando para a coxia. ''Falei que ela era bem louca!'', divertia-se Luciano, animado com a convidada internacional.
Mas a simpatia de Pamela se sobressaía até ao ''chroma key'' com projeções do Morro Dois Irmãos, um dos cartões postais do Rio no Leblon, Zona Sul da cidade. Na frente do cenário, a atriz hollywoodiana cantava se debruçando no imponente piano de cauda negro dedilhado pelo já desconcertado Daniel Jobim. ''A Pamela é inspiração do 'Caldeirão' há muito tempo! Meu programa é uma mistura boa. Temos uma turma legal para escolher quem vem. Tevê a gente nunca faz sozinho'', salientava Luciano.

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