PILHA Música eletrônica
Música eletrônica
O DJ Felipe Venâncio, um dos mais festejados do País, toca neste sábado no Empório Guimarães (R. Paraíba, 533), em Londrina. Será o primeiro de uma série de estrelas da música eletrônica nacional previstas para animar a pista da casa em dezembro. Na próxima semana, será a vez do DJ e produtor Memê, que por sua vez será sucedido por Silvio Calmon. Os ingressos estão à venda na M.Officer (Catuaí Shoping Center). Mais informações pelo tel. (43) 334-0700.
Bandas por aí
A banda Bonus Trash toca domingo, a partir de 20h30, no bar Valentino (Av. Bandeirantes, 61), em Londrina, com couvert artístico a R$ 3,00. Já as bandas Frenetic Trio, Overwhelm, Luff e Untold se apresentam amanhã, a partir de 22 horas, no Totins Barracão (R. Jurutau, 1315, em frente ao Leuco), em Arapongas, com ingressos a R$ 7,00.
DVDs natalinos
O duo de Detroit, White Stripes, lança na próxima semana o DVD ''Under Blackpool Lights''. O material inclui imagens de shows realizados em janeiro deste ano na Inglaterra. Traz 26 músicas, entre videoclipes e apresentações ao vivo e na TV. Os ingleses do Radiohead, por sua vez, estão lançando o DVD ''The Gigantic Lying Mouth'', que é descrito no site oficial da banda como ''uma excursão de 110 minutos pelo bizarro''.
Rock na TV
O show de PJ Harvey no Tim Festival é a atração do canal pago Multishow para este domingo dentro da série de programas dedicadas ao evento. Vai ao ar às 8h30 e às 23h30.
DISCOS
Para levantar festas
Placebo emergiu durante o reinado do britpop, em meados dos anos 90. Nunca alcançou o primeiro escalão nas preferências da crítica, que na época se divertia alimentando a rivalidade entre as bandas Oasis e Blur na corrida pelo primeiro posto nas paradas. Mesmo assim, o grupo conquistou uma vasta legião de fãs em toda a Europa, especialmente na França onde esgota ingressos para shows com meses de antecedência. A coletânea ''Once More With Feeling'' (EMI), que acaba de chegar às lojas, comemora sua trajetória reunindo todos os singles lançados em oito anos de carreira e quatro álbuns de estúdio. De brinde, traz duas faixas inéditas. Se você não se incomoda com os timbres afetados de Brian Molko, relaxe e cante com ele os refões de ''You Don't Care About Us'', ''Every You Every Me'' e ''Reason is Treasons'' canções capazes de levantar qualquer festa indie micada.
A volta da 'indie dance'
A garotada inglesa se divertiu à beça. Todo mundo caiu na pista. Foi na virada dos anos 80 para os 90, época em que Manchester superava Londres no lançamento de bandas e modismos pop. A onda era mixar guitarras a batidas dançantes, fusão que logo recebeu o rótulo de ''indie dance'' e arrebanhou seguidores como Stones Roses, Happy Mondays, Soup Dragons e Inspiral Carpets. O tempo passou, mas a tendência continuou atraindo adesões tardias. O badalado quinteto Kasabian, de Leicester, bebe na fonte descaradamente. Em seu álbum de estréia homônimo prevalece a fórmula, que é bem executada em faixas como ''Club Foot'', ''Processed Beats'' e ''I.D''. E não é que temos aqui mais um disco para animar pistas caídas?
Memórias do pop inglês
The Dears é um sexteto canadense que tem duas meninas na formação e um sujeito que se apresenta nos créditos do álbum ''No Cities Left'' como ''autor, produtor e diretor''. Murray Lightburn é o cara. É dele a voz capaz de enganar o ouvinte distraído tal a semelhança com os timbres de Stephen Morrissey e Damon Albarn, especialmente em faixas como ''We Can Have it'', ''Lost in the Plot'', ''Don't Love The Faith'' e ''Expect the Worst''. Essas referências, aliás, não se reduzem aos vocais içando também memórias de melodias registradas em discos clássicos dos Smiths e do Blur. É o pop inglês dos anos 80 e 90 reverberando em Montreal. Mesmo assim, e por incrível que pareça, The Dears apresenta suas armas com alguma personalidade.
Canções de rara elegância
O pop sóbrio da dupla norte-americana The Czars é do tipo que tende a maravilhar críticos e ser ignorado pela molecada. No recém-lançado álbum ''Goodbye'', John Grant e Roger Green apresentam faixas introspectivas enfatizando melodias ao piano em arranjos pontuados por guitarras econômicas, cordas e trumpetes ocasionais. Incursões pelo jazz (''Little Pink House'') e rock barulhento (''Pain'') orbitam à margem do formato-canção, privilegiado pela dupla em construções de rara elegância.
Nelson Sato
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