PILHA
Enxame de bandas
É amanhã o show da banda curitibana Bettie & Bels Airs, em Londrina. Ela será a principal atração da festa Rockabilly Party, que rola a partir de 22h30, no Espaço Cultural Berimbau da Cidadania, o popular Berimbar (R. Minas Gerais, 69). O grupo traz vocal feminino e uma penca de elogios da crítica. As bandas locais Freak Phantoms (psychobilly) e The Droogies (punk rock) também participam da noitada, cuja discotecagem será comandada por Hilário e Vampira. Os ingressos custam R$ 5,00. O citado The Droogies faz uma prévia hoje ali, a partir de 21h30, dentro do projeto Canjas Musicais no qual as bandas tocam covers e canções lados B do repertório, com músicos convidados. A entrada é franca.
Tem rock na casa do rap
No domingo, mais seis bandas movimentam o fim de semana londrinense tocando na Casa do Hip Hop (R. Jorge Casoni, 2.242), que recebe no palco os grupos Det Set, Void, Golden Glory, Alerta Geral, Certain Time of Life e Megrella. O show, batizado Impacto Rock, começa às 15 horas.
Festa lá e aqui
Hoje é dia da festa In New Music We Trust se apossar do James Bar (Av. Vicente Machado, 894), em Curitiba. Amanhã, a balada se instala no bar Valentino (Av. Faria Lima, 486), em Londrina. A edição conjunta será comandada nas pick-ups por Carina Cardoso, Marcos Mazzarotto, Denis Pedroso (todos da Capital), André Guedes e Alexandre Heringer (estes daqui). Nos dois locais, a festa começa às 22 horas. Lá, os ingressos custam R$ 10,00 (homen) e R$ 7,00 (mulher). Mas quem chegar antes da meia-noite, ganha desconto. Aí mulher tem entrada livre e rapazes pagam meia-entrada. Já em Londrina, os ingressos estão à venda a R$ 10,00 na Garageland, Pátio San Miguel e MT3
Skate Shop.
Pioneiros do punk
A banda paulistana Cólera, uma das pioneiras do punk rock nacional, faz show amanhã no Triboss Bar (Av. Cerro Azul, 628 zona 02), em Maringá. Os grupos locais The Junkies, Serena e So What? fazem o barulho de abertura.
Show gringo
Curitiba e Londrina estão no roteiro da banda norte-americana Medications, que desembarca no final de abril para uma maratona de shows na região sudeste do Brasil. O grupo, comandado por Devin Ocampo, toca no dia 28 na Capital e dia 03 de maio no Norte do Estado. Lá o barulho rola no Espaço Cultural 92 Graus e aqui no bar Valentino.
DISCOS
Riffs vibrantes
As guitarras voltaram poluídas no novo álbum do quarteto The Ponys, de Chicago (EUA). Após apresentar uma sonoridade mais limpa no segundo disco, a banda retomou o espírito de garagem que lhe garantiu alguma projeção já no trabalho de estréia. As influências de Richard Hell e Velvet Underground têm, agora, a sombra do Sonic Youth pairando sobre algumas composições. Talvez, Turn The Light Out seja o conjunto de canções mais bem resolvido de sua trajetória com destaque para Double Vision, 1209 Seminary, Small Talk e Poser Psychotic. É o primeiro CD deles pelo célebre selo Matador. Há melodias cativantes, riffs vibrantes e incursões psicodélicas. Só ficou faltando a voz da baixista Melissa Elias, que cantou em algumas faixas dos discos anteriores.
Superestimado
Da safra de grupos britânicos surgidos nos últimos três ou quatro anos, o quinteto Maximo Park foi dos mais superestimados. Já ao estrear em disco, um despropositado ôba-ôba veio à tôna para saudar A Certain Trigger, que não trazia nada de empolgante a não ser os clichês do britrock mais raivosinho. Por que alguns críticos usaram o rótulo pós-punk para classificá-lo, não se sabe. A fórmula se repete em Our Earthly Pleasures, agora menos acelerada, e com alguma melodia menos tôsca tentando cativar o ouvinte em vão.
Nelson Sato
[email protected]





