Folia roqueira
  Um festival atrás de outro. O ‘‘Grito Rock’’, que rola neste fim de semana, é mais um festival que poderá se integrar ao calendário musical oficial de Londrina. Foi idealizado por uma frente de produtores independentes brasileiros com a proposta de acontecer simultaneamente em várias cidades de diferentes regiões do País durante o reinado de Momo. Será a primeira edição, com participação de 20 cidades em 15 Estados. Londrina entrou na parada através da Associação Cultural do Rock de Londrina (ACRL). Um time de 14 bandas foi escalado para tocar amanhã (a partir de 22 horas) e domingo (18 horas) no Espaço Cultural Berimbau da Cidadania, o popular ‘‘Berimbar’’ (R. Minas Gerais, 69). As atrações de amanhã são as bandas locais G.A.F, Junkie Bozzo, Silêncio e Trilobit, além das convidadas Hacienda (SP), Mardi Buscolini (DF) e Raphael Souza (AM). No domingo será a vez das bandas locais Revolt, Fisicopatas, The Droogies e Hocus Pocus, além de Os Parangas (SP) e Rhox (MT). Os ingressos estão à venda a R$ 5,00 no Celsinho Tatoo (Rua Sergipe, 915), Bar Alta Voltagem (Rua Guaporé, 183), Sonkey Inst. Musicais (Rua Senador Souza Naves, 09) e Parada Obrigatoria Lanches (Rua Espírito Santos, 1.059). A programação completa nas 20 cidades pode ser conferida no site www.gritorock.com.br

Covermania
  Vê aí, Maringá é ou não é a capital brasileira de bandas cover? Olha só a programação deste fim de semana enviada pelo Tribo’s Bar: Show hoje do Foo Fighters e noite ‘‘Seattle Days’’ amanhã com apresentação das bandas Nirvana Cover, Pearl Jam Cover e Alice Chains Cover. E Londrina adere à covermania na próxima semana com dois shows anunciados pelo bar Valentino. No sábado, tem David Bowie cover com a banda Heroees (de São Paulo) e no domingo rola Beatles cover com a banda Beatles For Sale (formada por músicos de Londrina e da vizinha Cambé).

Guitarrada
  A loja de departamentos Harrods quer quebrar um recorde inusitado neste domingo. A cadeia inglesa pretende reunir o maior número possível de guitarristas tocando ao mesmo tempo a música ‘‘Smoke on the Water’’, clássico do Deep Purple. Um total de 2.000 músicos é aguardado para a ‘‘guitarrada’’. O recorde atual foi estabelecido em 1994, quando 1.322 guitarristas tocaram juntos em Vancouver. O evento faz parte da ‘‘Harrods Rocks’’, que acontece até 3 de março com workshops e exposições.


DISCOS

Meia-dúzia de riffs
  O novo disco do The Rakes, ‘‘Ten New Messages’’, vazou para a Internet. Previsto para ser lançado em março, o segundo álbum da banda inglesa dá uma desacelerada no ímpeto punk que parecia empurrar o trabalho de estréia. Mas não vai além do que já foi apresentado: rock básico em canções curtas com riffzinhos de guitarras tentando fisgar o ouvinte aqui e ali. Em muitos momentos, a banda soa como os Babyshambles. As faixas ‘‘Trouble’’ (a mais animada), ‘‘The World Was a Mess’’, ‘‘When Tom Cruise Cries’’ (que teria sido inspirada numa cena do filme Magnólia) e ‘‘On a Mission’’ (com participação da cantora Laura Marling e do rapper Asian Raxtar) são as que melhor sintetizam a fase atual da banda, uma das cotadas para tocar no Brasil este ano.

Geniozinho do Novo México
  Tem gente apostando muito em Zach Londons, 20 anos, o garoto à frente da banda-projeto Beirut. Há quem o compare a Thom Yorke, o geniozinho do Radiohead. Ele é da cidade de Albuquerque, Novo México (EUA), terra do The Shins. Multiinstrumenista, o menino toca quase tudo no álbum de estréia, ‘‘Gulag Orkestar’’. Quase tudo, porque um grupo de amigos deu uma mão durante as gravações. Os arranjos incluem timbres extraídos de acordeon, tubas, órgão, clarinete, trumpete, bandolim, piano, violinos, violoncelos e glockenspiel (uma espécie de xilofone com barras de metal). Beirut traz sonoridades incomuns ao indie rock (se é que possível catalogá-lo em tal segmento) incorporando o folk da Europa Oriental, cantos ciganos e algum tempero de mariachi mexicano.
Nelson Sato

[email protected]

mockup