PILHA
Especiais na MTV
A novas mudanças na MTV, anunciadas esta semana, estão dando o que falar. Pela nova proposta, a programação vai deixar os clipes na geladeira para investir em números de variedades como outra emissora qualquer, o que na verdade já vinha ocorrendo há pelo menos quatro ou cinco anos. Para a fase de transição, que coincide com a temporada de festas, a produção agendou uma série de especiais. Anote aí os mais interessantes: MTV Live Metallica (dia 17/12, às 18h30), Essential Metallica (17/12, às 19h30), Especial Rammstein (24/12, às 18 horas), MTV Live Rammstein (24/12, às 18h30), MTV Live Queens of The Stone Age (24/12, às 19h30) e MTV Live The Killers ( 24/12, às 20 horas).
Teste do além
Manja o figura Inri Cristo, que diz reencarnar o filho do Senhor? Nosso colega de Redação, Fabio Galão, o entrevistou para a Folha meses atrás quando o folclórico personagem deixou Curitiba para morar em Brasília. Agora, Galão voltou a cruzar o sujeito, desta vez para testá-lo numa cabra-cega (aquela brincadeira em que alguém coloca músicas para o outro adivinhar quem está cantando ou tocando). O encontro sai na nova edição da revista Bizz, que chegou esta semana às bancas das capitais.
Rock em debate
E aí, essa Casa do Rock sai ou não sai em Londrina? É o que os músicos, produtores, simpatizantes e todo o povo que circula pelos porões alternativos da cidade irão discutir amanhã durante o I Congresso da Associação Cultural do Rock de Londrina. A programação começa às 13h30 na Usina Cultural (Av. Duque de Caxias, 4.159) e segue pela tarde e noite reunindo desde prestação de contas da diretoria até eleição e shows das bandas The Droogies e Bubble Gum. Entrada franca para os participantes do Congresso e R$ 4,00 para o público em geral.
Parceria indie
A grife Reverbcity, que comercializa camisetas e buttons de bandas indies, vai emprestar sua marca para a banda Wry. Ainda este mês, a parceria rende o lançamento de um EP chamado Whales and Sharks, com quatro músicas inéditas. O disco virá num kit acompanhado de camiseta e botton do grupo que, há mais ou menos três anos, deixou Sorocaba (SP) para se radicar em Londres (Inglaterra). Vale lembrar que a Revebcity é comandada por Tony Strauss no eixo Cambé/Londrina.
DISCOS
Dance rock norueguês
Nem tudo é porcaria na onda new rave, rótulo cunhado pela revista inglesa New Musical Express para classificar a nova safra de bandas que executa dance music com pegada de rock. O duo Datarock, formado pelos noruegueses Fredrik Saroea e Ketil Mosnes, é um dos mais espertos da tendência. Quem escutar seu álbum homônimo, dificilmente se livrará dos refrões, batidas e riffzinhos que ficam aliciando o ouvinte por horas seguidas. O hit Fa Fa Fa mescla guitarras funk e beats contagiantes. I Used To Dance With My Daddy assedia com sintetizador, batidas de disco music e vocais afetados. Princess é indie rock para levantar sets de DJs. Datarock põe fogo na pista.
Estréia frustrante
Como o The Arctic Monkeys, o The Long Blondes também é da cidade inglesa de Sheffield. Como aquele, tem obtido mais destaque na mídia do que merece. É aquilo de sempre: muito hype, muito ôbaôba, muita badalação e canções raquíticas que não resistem a um confronto comparativo com a tradição e até com algumas pares de geração. O álbum de estréia, Someone to Drive Me Home, saiu pelo prestigioso selo Rough Trade. Inspirada na new wave do grupo Blondie, a banda tenta atualizar a referência para a era da música digital. A própria vocalista Kate Jackson lembra em algumas faixas a loira-ícone Debbie Harry, embora seus timbres graves remetam mais a Chrissie Hynde, dos Pretenders. O disco é pífio. Há energia pulsando na faixa Giddy Stratospheres, que parece ter faltado para compor o restante do repertório.
Nelson Sato
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