Ninguém entende um mod
  A célebre canção do Ira!, lembrada no título desta nota, parece descrever a trajetória da banda curitibana Relespública. Com uma década e meia nas costas, o trio continua longe das paradas de sucessos, sem atingir o primeiro escalão nacional. A torcida é para que Fábio Elias (guitarra e vocal), Emanuel Moon (bateria) e Ricardo Bastos (baixo) finalmente decolem com o lançamento do CD e do DVD ‘‘MTV Apresenta Relespública’’, gravado ao vivo em 2005. O trabalho chega às lojas numa parceria da MTV com a gravadora Villa Biguá. Hoje a banda faz show de lançamento em Londrina, no Bar Valentino (Av. Faria Lima esquina com a Rua Joaquin Nabuco, em frente ao Lago Igapó 3). A balada começa às 22 horas, com ingressos a R$ 10,00. Amanhã, eles tocam em Maringá, no Fábrica Rock (Av. Curitiba, 289, zona 5), também com ingressos a R$ 10,00.

Nas prateleiras
  Saiu no Brasil o livro ‘‘Rádio Guerrilha - Rock e Resistência em Belgrado’’, de Matthew Collin, com tradução de Marcelo Orozco. O lançamento é da editora Barracuda. Com 336 páginas, a obra conta a história da rádio sérvia B92, formada por um corajoso grupo de jovens que travou uma batalha de dez anos pela liberdade e manteve viva a voz da dissidência ao regime de Slobodan Milosevic. Munidos de um transmissor e alguns discos, eles tocaram boa música enfrentando duas guerras, duras sanções econômicas, violência da polícia, gângsteres armados e políticos neonazistas. Suas transmissões anárquicas se tornaram a bóia de salvação diante da propaganda governista que inundava a mídia controlada pelo Estado. O livro custa R$ 44,00.

Rock no Festival
  O rock também tem vez no 26º Festival de Música de Londrina. Amanhã, às 18 horas, rola uma palestra com o DJ/VJ Paulão Rock’n’Roll, seguida de um show do Zazou Bluz na Associação Médica (Praça 1º de Maio). No domingo, as bandas Vertix, Corsette e Medicated Geniuses tocam às 16 horas no Aero Circus (Av. Higienópolis). E na segunda-feira, às 19 horas, acontece um workshop sobre groove com o baixista Ricardo Penha e o baterista Paganini na Casa da Capoeira Expressiva (Rua Minas Gerais, 69).

Bomba no circuito metal
  Dizem por aí que os irmãos Max e Igor Cavalera estariam montando uma nova banda, batizada de Cavalera. Para compor o grupo, eles chamariam Jairo Guedes, que já tocou no Sepultura e hoje está no Eminence. O baixista ainda não foi definido. Igor e Max montaram o Sepultura nos anos 80. Na década seguinte o grupo chegou ao topo do heavy metal mundial como o álbum ‘‘Roots’’ (1996). No final do mesmo ano, Max teve que sair, alegando problemas entre a empresária (e sua esposa) Glória Cavalera e os demais integrantes. Sozinho, Max montou o Soulfly. O Sepultura continuou com Derrick Green, um ex-segurança de clube americano, como vocalista. No mês passado Iggor anunciou que estava saindo do Sepultura, alegando interesses musicais diferentes, dando início a rumores de que voltaria a trabalhar com seu irmão.


DISCOS

Inocência no pop
  O duo britânico The Boy Least Likely To incorpora a inocência do pop em suas canções. No álbum ‘‘The Best Party Ever’’, lançado no final do ano passado, eles cantam temas infantis falando de borboletas, refrigerantes e ursinhos. Com um pé no folk e no country, o disco reúne faixas dos três primeiros singles do grupo, além de algumas inéditas. Os arranjos incluem instrumentos como banjo, xilofone, flauta e harmônica. Pete Hobs e Jof Owen extraem o melhor de seu estilo nas canções ‘‘Paper Cuts’’, ‘‘Hugging My Grudge’’ e ‘‘My Tiger My Heart’’ cujas melodias revelam parentescos com trabalhos de bandas e artistas consagrados na seara alternativa como Teenage Fanclub, The Thrills e Bradly Drawn Boy.

Riffs energéticos
  Só falta o anúncio oficial, mas é quase certa a escalação do trio novaiorquino We Are Scientists para o Sonora (ex-Curitiba Rock Festival), previsto para setembro. O álbum de estréia, ‘‘With Love and Squalor’’, foi lançado em janeiro desse ano. Um pouco antes, críticos afoitos previram o estouro da banda, que não rolou. Ouvindo as músicas, dá até para se empolgar com as levadas cativantes e refrões cantaroláveis. Se você gosta dos Killers, sinta-se em casa. Faixas como ‘‘This Scene is Dead’’, ‘‘Nobody Moves Nobody Get Hurt’’, Inaction’’, ‘‘The Great Escape’’, ‘‘Text Book’’ e ‘‘Worth The Wait’’ não poupam riffs energéticos. Tudo executado apenas por uma guitarra, um baixo e uma bateria.

Nelson Sato
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