PILHA
Estréias clássicas
A revista inglesa Uncut elegeu os 100 melhores álbuns de estréia de todos os tempos. E o clássico The Velvet Underground & Nico, lançado em 1967 pela ex-banda de Lou Reed, foi o primeiro colocado, seguido pelas estréias de Television, Marquee Moon, e da Jimi Hendrix Experience, Are You Experienced. A lista, publicada na edição deste mês da revista, também traz discos mais recentes, como Up The Bracket, dos Libertines, o primeiro álbum do Franz Ferdinand e Whatever People Say I Am, Thats What Im Not, dos Arctic Monkeys.
Demo na TV
O festival Demo Sul, de Londrina, é uma das atrações da próxima edição do programa Trama Virtual, do canal pago Multishow. O evento pé vermelho será comentado na seção Visitando a Cena, que mostra iniciativas que abrem espaço para músicos independentes. Outras atrações serão a banda Rock Rocket, o rapper Slim Rimografia e Tom Zé. Os horários de exibição são: domingo, às 18 horas, segunda-feira, à 1 hora, terça, às 12h30 e 17h30, e sábado, às 3 horas.
Aula de rock
O Mission of Burma é uma lição para bandas veteranas. Após passar cerca de 20 anos separada, a banda norte-americana voltou e preferiu lançar um disco inédito praticamente de cara, OnOffOn (de 2004), ao invés de se contentar com glórias passadas. O mais recente álbum do grupo, The Obliterati (Matador Records - importado), é o melhor da carreira da banda. Os tiozinhos do Burma conseguiram elevar o padrão de qualidade de seu rock pauleira (Spiders Web, Careening With Conviction) entremeado por climas (Is This Where?, The Mute Speaks Out). Fãs de Sonic Youth, Replacements e Minutemen: comprem correndo.
Novas tentativas
Lá vem o Muse, de novo. No recém-lançado Black Holes and Revelations (Warner - importado), a banda inglesa tentou adicionar novidades àquela mistura esquisita de Supertramp com Radiohead e Jeff Buckley que a tornou conhecida: batidas dançantes e melodias assobiáveis buscam inserir o Muse na era de Franz Ferdinand, Arctic Monkeys, Kaiser Chiefs... Há até um simulacro de Prince em Supermassive Black Hole. Mas não é nada de muito transgressor. Na essência, o Muse ainda é o mesmo. Ou seja, chato de doer.
Isca de indie
Esses indies não primam muito pela coerência estética. Se aquele jornalista bacana de São Paulo (sim, aquele mesmo) indicar, o pessoal da franjinha consome qualquer coisa: electro, new wave, metal, tecno, emo... O trio australiano Wolfmother é a mais nova prova desse fenômeno. O álbum de estréia, que leva apenas o nome da banda, acaba de ser lançado no Brasil pela Universal Music. O trio faz hard rock setentão, tão chupado de Black Sabbath e Led Zeppelin que chega a ser constrangedor. Em teoria, é música para torcer nariz de indie. Mas se você for à Funhouse (São Paulo) ou ao James (Curitiba), não demora mais do que dois minutos para encontrar alguém que diz amar o disco... Pode esperar: daqui a uns dois anos, cópias e cópias dessa porcaria vão inundar os sebos.
Fábio Galão (interino)





