PILHA
Baladas alternativas
Uma penca de festas vai movimentar o circuito alternativo de Londrina neste fim de semana. A principal delas, ''Alta Fidelidade'', traz de Curitiba uma tal White Strippers (?!). Será um duo cover dos White Stripes? Será um casal performático, que encenará um strip-tease ao som da banda de Detroit? Bem, não vamos aqui desvendar o mistério para os leitores. O pacote de atrações inclui show da banda Grenade e discotecagens de Lúcio Ribeiro (aquele mesmo da famosa coluna Popload), Claudio Yuge, Alexandre Heringer e André Foca. A festa rola amanhã no Vitória Café (Rua Araçatuba, 91, ao lado do Armazém da Moda). Os ingressos estão à venda a R$ 10,00 no Pátio San Miguel, MT3 e Maha Skate Shop. Também amanhã acontece a festa ''Sex With Iggy Party'', no Bar Potiguá (Rua João Pessoa, 126-A), com discotecagem das 21h até 8 horas da manhã. O som destaca punk rock 77, new wave e guitar pop inglês dos anos 80. A entrada é franca. Abrindo a sequência de festas, uma balada inaugura hoje o bar Alta Voltagem (Rua Guaporé, 183) com discotecagem rock e exposição de fotos de Allisson Mazzei e Leila Linguanotti. Convites a R$ 1,00. E por falar em festa, a famosa ''Terça Tilt'' vai dar uma pausa no mês de abril para retornar só entre maio ou junho, quando será inaugurado o novo endereço do Bar Valentino.
Na MTV
A MTV exibe um especial do Sepultura no próximo domingo. O programa vai ao ar às 19h30 mostrando os melhores momentos do recém-lançado DVD ''Live In São Paulo'', gravado no ano passado e cujo teor não tem nada a ver com o material registrado no novo álbum ''Dante XXI'' já lançado na Europa (onde a banda excursiona atualmente) e com previsão de sair no Brasil entre junho e julho.
DISCOS
Muita onda e pouca música
O álbum de estréia dos Babyshambles saiu por aqui. Intitulado ''Down In Albion'', o CD chega às lojas pela Trama, que já havia lançado um single com quatro músicas da banda no final do ano passado. Comandado pelo malucaço Peter Doherty, o grupo castiga os tímpanos do ouvinte com um disco desleixado, recheado de canções mal acabadas. De 16 faixas, apenas quatro (''Fuck Forever'', ''A'rebours'', ''What Katy did Next'' e ''Albion'') parecem dignificar o oba-oba deslumbrado em torno do suposto talento do vocalista-líder. O rapaz, aliás, foi manchete outra vez dos tablóides sensacionalistas britânicos. Na semana passada, ele chutou microfones de jornalistas na frente do tribunal onde foi julgado, em Londres. Anteontem, ele quebrou o vidro frontal e o espelho retrovisor de um carro de fotógrafos paparazzi, além de esvaziar um pneu do veículo. Detido semanalmente pela polícia inglesa, Doherty errou a mão ao entrar no estúdio para gravar o disco. O som dos caras lembra o Libertines, grupo do qual ele foi defenestrado após aprontar sucessivas confusões por porte de drogas. O estilo é rock de melodia quebrada, com interferência de reggae e algumas faíscas punk. A fórmula poderia render alguma coisa que prestasse. O que saiu só dá para ouvir com muita boa vontade.
Nelson Sato
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